O Méliuz (CASH3) anunciou uma proposta para reduzir seu capital social em R$ 160 milhões, alegando que possui mais recursos do que o necessário para suas operações. A medida, que visa otimizar a estrutura financeira da empresa, ainda depende da aprovação dos acionistas.
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Por que o méliuz quer reduzir o capital
A companhia avalia que seu capital social atual, de R$ 519,73 milhões, está “significativamente superior” às exigências operacionais de curto e médio prazo. O Méliuz opera com uma estrutura “asset light”, sem dívidas onerosas e com investimentos financiados pela geração de caixa, o que dispensa uma grande necessidade de capital de giro. Manter o capital elevado “onera a estrutura” da empresa, segundo a administração.
Impacto dos prejuízos e do bitcoin
Apesar de registrar prejuízos acumulados, a empresa afirma que isso não altera sua conclusão. Os resultados negativos decorrem principalmente de uma perda contábil por impairment da posição em bitcoin (BTC), que não impactou o caixa e pode ser revertida. Mesmo considerando o patrimônio líquido de R$ 429,4 milhões (fim de junho de 2026), o montante ainda é visto como excessivo.
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Próximos passos e finanças da empresa
Se a proposta for aprovada, o capital social do Méliuz passará para aproximadamente R$ 359,73 milhões, mantendo as mesmas 104.171.852 ações CASH3. A administração garante que a empresa manterá sua solidez financeira e capacidade de honrar compromissos. No segundo trimestre de 2026, o Méliuz registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, influenciado por um impacto de R$ 32,1 milhões da carteira de bitcoin. O lucro líquido ajustado, sem esse efeito, foi de R$ 9,7 milhões, um aumento de 14% em relação a 2025.
A decisão final sobre a redução de capital será votada em assembleia geral extraordinária (AGE) em 25 de setembro de 2026, com a expectativa de que a nova estrutura otimize a gestão de recursos da companhia.