O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, definiu prazos para manifestações em processos que podem levar a análise da chamada “crise Master” para poucos dias antes do primeiro turno das eleições de 2026.
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Essa tramitação, que envolve acusações entre ministros e relatórios da Polícia Federal, coloca o Judiciário em destaque em um período eleitoral sensível.
Prazos para esclarecimentos em dois casos
Fachin unificou dois relatórios em um mesmo procedimento, vinculado à Presidência do STF. Um deles trata de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, enquanto o outro aborda acusações de Moraes contra André Mendonça sobre investigações do Banco Master e do INSS.
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Para o caso Vorcaro, Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, têm cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos, com prazo final na próxima semana. Já na situação envolvendo Mendonça, a PGR deve emitir parecer em cinco dias úteis, e Mendonça terá outros cinco dias para se manifestar, totalizando dez dias úteis.
Análise a poucos dias das eleições
Com os prazos estabelecidos, a análise dos casos por Fachin deve começar apenas na semana de 21 de setembro. Este período antecede em pouco mais de dez dias o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Fachin ressaltou que os prazos visam instruir os casos, sem antecipar decisões sobre a admissibilidade ou o mérito das acusações. A iniciativa busca reunir todos os elementos necessários antes de qualquer deliberação.
Compromisso com a legalidade e instituições
Em discurso, o presidente do STF afirmou que a condução dos casos seguirá rigorosamente a legislação e a Constituição. Ele garantiu uma resposta institucional “firme, proporcional e rigorosa”, sem “atalhos” ou decisões precipitadas, visando preservar as instituições em momentos de tensão.
Ainda não há definição sobre o envio dos casos ao plenário do STF, embora André Mendonça tenha sugerido a análise pelo colegiado. Caberá a Fachin decidir os próximos passos da tramitação.