O Bitcoin (BTC) surpreendeu o mercado ao romper a marca de US$ 80 mil nesta quinta-feira (3), desafiando a histórica “maldição de setembro” que costuma impactar negativamente as criptomoedas. A alta, impulsionada por um alívio nas expectativas sobre os juros do Federal Reserve (Fed), reacende o otimismo para o ativo digital.
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Impulso do mercado e alívio do Fed
A maior criptomoeda do mundo registrou uma valorização de 4%, alcançando US$ 81,5 mil no fim da tarde. Esse movimento foi catalisado pela redução dos temores de um novo aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) e pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
Em agosto, o Bitcoin já havia disparado 25%, beneficiado por intervenções do Tesouro norte-americano e auxílio ao Japão. Apesar de perdas recentes devido à alta do petróleo, a sinalização do diretor do Fed, Christopher Waller, de manter os juros caso a inflação ceda, trouxe novo fôlego.
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Projeções otimistas para o Bitcoin
Especialistas veem o cenário como um possível fim para o “inverno cripto”. Noelle Acheson, da Crypto Is Macro Now, afirma que a movimentação atual do BTC indica que o período de baixa está próximo do fim.
David Grider, da Finality Capital, projeta que uma postura mais branda do Fed pode desencadear um rali significativo. Ele prevê que o Bitcoin pode atingir patamares superiores aos atuais entre o fim de setembro e o início de outubro.
O banco Bernstein mantém uma projeção ousada de US$ 150 mil para o Bitcoin até o final do ano. A análise destaca que o quarto trimestre é historicamente favorável para o criptoativo, reforçando a tese de alta.
Apesar da recuperação recente, o Bitcoin ainda acumula queda de cerca de 11% no ano e negocia 38% abaixo de sua máxima histórica, de US$ 126 mil em outubro de 2025. O mercado segue atento às próximas decisões do Fed e à evolução da inflação para confirmar a continuidade da tendência de alta.