A B3, bolsa de valores brasileira, oficializou a incorporação de inteligência artificial (IA) no desenvolvimento de software, resultando em uma redução de 35% no prazo de entrega de aplicações. A medida visa otimizar processos e aumentar a eficiência da área de engenharia da companhia.
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Plataforma e escala da adoção
A companhia adotou a plataforma Cursor, da Anysphere, como ferramenta oficial para sua engenharia. Cerca de 600 colaboradores utilizarão a tecnologia, sob uma estrutura padronizada de segurança e governança. Mensalmente, a IA já auxilia na produção de aproximadamente 1,5 milhão de linhas de código, considerando apenas as sugestões aceitas.
Como a inteligência artificial atua
A IA funciona como uma assistente para os desenvolvedores da B3, auxiliando na escrita e revisão de códigos, execução de testes e refatoração de sistemas. Este processo reorganiza a estrutura do software sem alterar suas funcionalidades. O objetivo é acelerar tarefas rotineiras, permitindo que os profissionais se concentrem em atividades estratégicas.
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Manutenção da revisão humana e segurança
Apesar da automação, a B3 garante que a revisão humana dos códigos é mantida. Todo o trabalho com IA passa por procedimentos de validação, testes, qualidade e segurança. Essa abordagem é crucial para a companhia, que atua como infraestrutura do mercado financeiro brasileiro, onde a conformidade é essencial.
A padronização do uso da IA na engenharia reflete o avanço da tecnologia no desenvolvimento de software, com a B3 buscando transformar os ganhos iniciais em uma estratégia de longo prazo para sua área tecnológica.