Apesar do recente ruído institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, o cenário da corrida presidencial de 2026 permanece polarizado e com a economia como fator decisivo, segundo análise do UBS BB.
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O banco avalia que ainda é prematuro determinar as consequências legais do episódio ou se o desgaste de imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva beneficiará a oposição.
Impacto do caso Moraes/Vorcaro
Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam um encontro com Moraes um dia antes de sua prisão, além de indícios de edição de contrato entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro.
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Contudo, para o UBS BB, a disputa presidencial segue equilibrada e indefinida, com a atenção voltada para outros fatores.
Fatores decisivos para o pleito
A aprovação do governo e as percepções econômicas da população são os verdadeiros determinantes da eleição, segundo o UBS BB.
O endividamento familiar, o poder de compra e as expectativas financeiras lideram as prioridades dos eleitores, especialmente nas grandes áreas metropolitanas.
Até o momento, nenhuma das campanhas líderes conseguiu articular uma mensagem econômica suficientemente convincente para este segmento.
Polarização e pesquisas eleitorais
A polarização política permanece intacta. Pesquisas recentes do instituto Quaest mostram Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 30% no primeiro turno.
No segundo turno, a sondagem aponta um empate técnico, com Lula registrando 42% e Flávio Bolsonaro 41% das intenções de voto.
Mesmo com o avanço de Augusto Cury (Avante) para 10% das intenções de voto, o relatório do banco expressa ceticismo sobre a capacidade de um nome de terceira via quebrar o domínio das duas forças políticas centrais.
Uma pesquisa PoderData/Aya, realizada antes das revelações sobre Moraes, indicou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula (45% x 44%) no segundo turno, em empate técnico.
Os analistas do UBS BB reforçam que a corrida eleitoral será disputada voto a voto, com a economia e a percepção do eleitorado sobre o governo como os principais balizadores para os próximos desdobramentos.