O Citi, um dos maiores bancos de investimento, analisou como a disputa presidencial de 2026 entre Lula e Flávio Bolsonaro pode impactar o mercado financeiro. A instituição revelou quais ações de bancos seriam as favoritas na bolsa brasileira, dependendo do modelo econômico adotado por cada candidato.
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A análise do banco não se limita a juros ou desempenho econômico, mas foca em quem impulsionará o crédito e qual será o papel do Estado. Lula e Flávio Bolsonaro partem de premissas distintas, refletindo diretamente nas escolhas de investimento na bolsa.
Cenário Lula: crédito estatal e inclusão
Em um eventual governo Lula, o Citi prevê uma agenda de crédito liderada pelo Estado, com protagonismo de instituições como BNDES, Banco do Brasil e Caixa. Programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, também seriam ampliados para estimular o consumo e a inclusão financeira.
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Neste cenário, as preferências do Citi incluem BTG Pactual (BPAC11) e Caixa Seguridade (CXSE3). A Caixa Seguridade se beneficiaria da exposição a programas de crédito público, enquanto o BTG Pactual seria favorecido por um ambiente de juros elevados e expansão contínua do crédito.
Cenário Flávio Bolsonaro: foco no mercado e disciplina fiscal
Já com uma possível vitória de Flávio Bolsonaro, o Citi projeta uma orientação mais voltada ao mercado e à disciplina fiscal. A expectativa é de queda no custo do crédito, impulsionada por menor inflação, redução da dívida pública e maior confiança dos investidores.
Nesse contexto, o banco aponta XP (XPBR31) e B3 (B3SA3) como as ações preferidas. A XP se beneficiaria da migração de recursos para investimentos, e a B3 capturaria o aumento dos volumes de negociação no mercado de capitais.
Gestão da dívida familiar: abordagens diferentes
A gestão do endividamento familiar também diverge entre os cenários. Lula priorizaria a reestruturação de dívidas e a proteção ao consumidor, enquanto Flávio Bolsonaro focaria na prevenção via estabilidade macroeconômica e educação financeira.
A análise do Citi ressalta como as escolhas políticas podem redesenhar o panorama de investimentos no setor financeiro, orientando os investidores sobre as potenciais movimentações da bolsa até 2026.