O empresário Joesley Batista, da JBS, influenciou diretamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em medidas para conter a alta dos preços da carne no país, conforme reportagem do The Wall Street Journal. A ação levou à ampliação da importação de carne brasileira sem tarifas, impactando o mercado e a oferta de produtos.
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Encontro na Casa Branca e anúncio
Segundo o The Wall Street Journal, Joesley Batista se encontrou com Trump na Casa Branca em 20 de agosto. A pauta foi a possibilidade de aumentar a oferta de carne bovina brasileira nos EUA através da eliminação de tarifas de importação. Um dia após o encontro, Trump anunciou em redes sociais o plano de ampliar a cota de carne importada sem tarifas, medida oficializada por decreto dias depois.
Impacto no mercado e na política americana
A alta nos preços da carne bovina era um desafio para a administração Trump, que buscou na medida uma forma de aliviar o custo para o consumidor. A JBS, maior produtora de carne do mundo, já possuía influência no governo americano, com sua controlada Pilgrim’s Pride sendo a maior doadora da posse de Trump. A decisão, contudo, gerou insatisfação entre pecuaristas e parlamentares republicanos.
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Posição da JBS e desdobramentos
A JBS declarou ao jornal que sua participação visa oferecer alimentos acessíveis às famílias americanas. O Brasil já exportou cerca de US$ 1,5 bilhão em carne bovina para os EUA no primeiro semestre, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Este cenário acontece em meio a uma investigação americana sobre as quatro maiores processadoras de carne do país, incluindo a JBS, e a escassez de gado nos EUA, que elevou os preços a níveis recordes.
A ampliação da importação de carne sul-americana pode reduzir temporariamente os preços nos supermercados, mas levanta preocupações sobre o desestímulo à recomposição dos rebanhos locais, o que poderia prolongar a escassez no longo prazo.