Grandes redes de varejo no Brasil, como Casas Bahia e Americanas, encerraram as atividades de mais de 1.100 lojas físicas nos últimos quatro anos, um movimento que reflete a reestruturação do setor e a crescente dominância do e-commerce.
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Por que as lojas estão fechando?
A retração das lojas físicas é impulsionada por juros altos, crédito restrito, custos operacionais elevados e a forte ascensão dos canais digitais. Segundo a Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, a pesquisa comparou o número de lojas do fim de 2022 com dados recentes.
As empresas mais impactadas
A Casas Bahia lidera os cortes, com cerca de 400 lojas a menos previstas até 2026, em meio a uma recuperação judicial com R$ 17,3 bilhões em dívidas. A Americanas reduziu 333 unidades após sua crise contábil, enquanto o Carrefour fechou 203 lojas (123 permanentemente) durante a integração do Grupo BIG. A Marisa cortou 104 pontos e o Magazine Luiza diminuiu 93 lojas, embora este último planeje retomar a expansão física, impulsionado pelo crescimento de 10,3% nas vendas em lojas no segundo trimestre.
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O avanço do comércio online
As vendas online movimentaram R$ 423 bilhões em 2025, representando 14,4% do varejo brasileiro, com projeção de alcançar 16,7% em 2026. O Mercado Livre lidera este mercado com 43%, seguido por Shopee (18%), Amazon (11%) e Magazine Luiza (10%), conforme estimativas do UBS BB.
O futuro da loja física
Especialistas como Ana Paula Tozzi, da AGR Consultores, afirmam que o digital não “matou” a loja, mas expôs suas fragilidades. A loja física se tornará mais seletiva e integrada aos canais digitais, focando em produtividade e em segmentos que se beneficiam da proximidade e venda assistida, como alimentação e atacarejo.
A tendência de fechamento de unidades deficitárias deve continuar, com as varejistas priorizando a eficiência e a integração de seus canais de venda para se adaptar ao novo comportamento do consumidor e ao cenário econômico desafiador.