📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
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- Morgan Stanley elevou a recomendação das ações da Light (LIGT3) de “Equal Weight” para “Overweight”.
- O banco projeta que os papéis da Light podem ter valorização de até 170%.
- A revisão regulatória das perdas de energia, esperada entre 2026 e 2027, é o principal fator para a melhora da perspectiva.
- O preço-alvo base do Morgan Stanley é de R$ 4,50 por ação, com cenários otimistas chegando a R$ 9.
O banco de investimentos Morgan Stanley elevou sua recomendação para as ações da Light (LIGT3), indicando um potencial de valorização de até 170% para os papéis da distribuidora de energia. A mudança de perspectiva está atrelada à expectativa de uma revisão regulatória que pode mitigar as perdas da companhia.
Perdas de energia: o desafio da Light
O principal entrave da Light são as perdas não técnicas, como furtos de energia, que geram um impacto de cerca de R$ 1 bilhão por ano no Ebitda da empresa. A revisão tarifária, prevista para março de 2027, pode reduzir essa diferença para aproximadamente R$ 600 milhões anuais, mesmo em um cenário conservador, segundo o Morgan Stanley. Mudanças na metodologia regulatória podem trazer benefícios ainda maiores.
Ações da Light (LIGT3): potencial de alta e cenários de preço
O Morgan Stanley estabeleceu um preço justo de R$ 4,50 por ação para a Light, representando um potencial de alta de 35%. Cenários mais otimistas preveem valorização de até 68% (R$ 5,60) ou, no caso mais favorável, um salto de 170% (R$ 9), considerando maior reconhecimento de perdas e monetização de créditos tributários. No entanto, um cenário pessimista aponta para uma queda de 40% (R$ 2).
Riscos e oportunidades para a Light
Apesar da recomendação positiva, a tese é para investidores com alta tolerância a riscos, devido a fatores como resultados desfavoráveis na revisão tarifária de 2027 e dificuldades na redução de perdas. Por outro lado, a Light emerge da recuperação judicial em melhor situação, com oportunidades de destravar valor pela monetização de R$ 5 bilhões em créditos tributários e acesso ao mercado de capitais.
A sustentabilidade da concessão da Light dependerá da sua capacidade de alinhar as perdas reais com o nível reconhecido na tarifa, um processo crucial a ser acompanhado até a revisão regulatória de 2027.