📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
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- O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou que a instabilidade do iene pode desestabilizar mercados globais.
- A volatilidade da moeda japonesa pode levar a “liquidações forçadas” e elevar custos de financiamento nos EUA.
- EUA e Japão já realizaram intervenção conjunta para conter a desvalorização do iene em julho.
- O iene voltou a enfraquecer, aproximando-se do patamar de 160 por dólar, que pode indicar nova intervenção.
O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, emitiu um alerta sobre a volatilidade do iene, a moeda japonesa, indicando que suas oscilações desordenadas representam um risco significativo de desestabilização para os mercados financeiros globais. A preocupação se estende aos custos de financiamento para famílias e empresas norte-americanas, que poderiam ser impactados.
Preocupação dos EUA com o iene
O Japão possui mais de US$ 3 trilhões em títulos, ações e outros ativos nos EUA, tornando a estabilidade do iene crucial para Washington. A moeda japonesa tem se desvalorizado novamente, mesmo com a expectativa de alta de juros pelo Banco do Japão.
Ações conjuntas e o cenário do iene
Em 31 de julho, EUA e Japão realizaram uma rara intervenção conjunta, comprando ienes para conter a desvalorização. Apesar de uma recuperação inicial, o iene voltou a enfraquecer, chegando a cair abaixo de 160 por dólar na última sexta-feira (28 de agosto de 2026), um nível que historicamente aumenta a probabilidade de novas ações.
Fundo de Estabilização Cambial em ação
A intervenção americana foi realizada através do Fundo de Estabilização Cambial (ESF), trocando ativos em moeda estrangeira por ienes. Bessent defendeu a medida, citando o uso anterior do ESF para estabilizar o peso argentino e evitar uma crise regional mais ampla, reforçando que “a crise mais bem administrada é aquela que nunca acontece”.
A comunidade financeira internacional permanece atenta aos próximos movimentos do iene e às possíveis novas intervenções conjuntas, especialmente se a moeda japonesa continuar a se aproximar de patamares considerados críticos pelas autoridades.