A MRV, gigante da construção civil focada em habitação popular, assegura que o setor permanece estável mesmo diante de disputas eleitorais. Segundo Rafael Menin, co-CEO da empresa, a importância do programa Minha Casa, Minha Vida garante a resiliência do segmento.
Recomendado para você
Rafael Menin destacou que a construção civil, especialmente o segmento de habitação social, é um dos mais protegidos contra incertezas eleitorais. Ele argumenta que tanto o governo atual, criador do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), quanto a oposição reconhecem a relevância do programa. A MRV é responsável por 8% a 10% dos lançamentos do MCMV nos últimos 17 anos.
A falta de mão de obra qualificada é um desafio real para o setor, embora varie regionalmente. Em São Paulo, a competição por trabalhadores é mais intensa. Menin aponta que, apesar da evolução em formalidade e segurança, o trabalho físico compete com a economia digital.
Para contornar a escassez de profissionais, a MRV investe em novas tecnologias e técnicas construtivas mais industrializadas. O objetivo é tornar os produtos cada vez mais pré-fabricados e padronizados, reduzindo a dependência de mão de obra intensiva.
A MRV encerrou sua operação de multifamily nos Estados Unidos. A decisão foi motivada pela alta dos juros norte-americanos e pelo excesso de oferta em alguns mercados, como o Texas, que reduziram a rentabilidade. A empresa optou por simplificar sua estrutura e concentrar esforços no mercado tradicional de baixa renda no Brasil, onde o custo de capital é mais alto. O co-CEO reconhece a natureza cíclica do setor e a possibilidade de retorno ao mercado americano no futuro.
A estratégia da MRV reflete a aposta na estabilidade do mercado habitacional brasileiro e na otimização de processos para superar desafios internos, mantendo o foco no segmento de baixa renda.