O Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto da América Latina, abriu neste sábado (25 de maio) as comemorações de seus 20 anos com a inauguração de três novas e impactantes obras em Brumadinho, Minas Gerais. O evento reforça a vocação do instituto em articular arte, natureza e educação, com reflexões profundas sobre a história e o território. O Resumo explica e descomplica para você.
As Novas Obras Que Marcam Duas Décadas de Inhotim
As celebrações dos 20 anos do Instituto Inhotim em Brumadinho, MG, foram iniciadas neste sábado (25 de maio) com a apresentação de três instalações. A diretora artística Júlia Rebouças destacou a conexão dessas obras com a missão do instituto de unir arte, natureza e educação.
– Contraplano, da artista Lais Myrrha.
– Dupla Cura, do artista Dalton Paula.
– Tororama, do artista Davi de Jesus Nascimento.
O que isso muda na prática: Essas novas obras convidam o público a uma imersão crítica sobre questões contemporâneas importantes, desde o impacto da mineração na paisagem local até a valorização da memória e ancestralidade afro-brasileira, fomentando debates essenciais para a sociedade e a reflexão sobre o cenário nacional.
"Contraplano": Reflexões Sobre Paisagem e Mineração em Brumadinho
A escultura monumental Contraplano, de Lais Myrrha, está localizada em um dos pontos mais altos de Inhotim, em Brumadinho. A obra faz referência ao prédio de Oscar Niemeyer na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e é composta por lâminas de concreto armado e colunas de aço inoxidável.
– A instalação se descortina sobre os jardins do museu, a mata circundante e fragmentos de cavas de mineração nas regiões próximas de Brumadinho, Minas Gerais.
– O título “Contraplano” evoca um espelhamento da paisagem modificada pela atividade mineradora na região.
– A artista Lais Myrrha busca provocar uma reflexão em torno da relação entre arquitetura, paisagem, tempo, natureza, montanha e mineração, aspectos relevantes para o cenário ambiental brasileiro.
O que isso muda na prática: A obra “Contraplano” é um convite direto à reflexão sobre o impacto humano no meio ambiente e na paisagem de Minas Gerais, incentivando os visitantes a questionar o desenvolvimento e suas consequências visuais e históricas para o estado e o país.
"Dupla Cura": Mergulho na Cultura e Memória Afro-Brasileira
A exposição de longa duração Dupla Cura, de Dalton Paula, está abrigada na Galeria Mata, uma das primeiras edificações do Inhotim. A mostra reúne o mais amplo conjunto de suas obras já exibido no Brasil, com cerca de 120 peças.
– Inclui pinturas, fotografias, vídeos e instalações do artista Dalton Paula, que reside em Goiânia.
– Explora temas de ancestralidade, memória e valorização da cultura afro-brasileira.
– A curadora Beatriz Lemos explica que o título faz referência a um “pacto espiritual”, ligado à devoção a São Cosme e São Damião.
– O aspecto dual da obra ressalta que o fortalecimento individual está intrinsecamente ligado ao bem-estar comunitário.
– Dalton Paula destaca que a mostra é um “oráculo” que conecta o passado, presente e futuro, especialmente para as futuras gerações e a compreensão da identidade nacional.
O que isso muda na prática: Dupla Cura oferece uma poderosa narrativa visual sobre a riqueza da cultura afro-brasileira e a importância da memória e da comunidade para o Brasil. Para o visitante, é uma oportunidade de se conectar com a história e a identidade nacional sob uma nova perspectiva, reforçando valores de união e reconhecimento para o futuro e a diversidade cultural do país.