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ONU adia votação crucial sobre uso de força no Estreito de Ormuz

Por Élcio Jardim
4 de abril de 2026
em Notícias
ONU adia votação crucial sobre uso de força no Estreito de Ormuz

© Arte/EBC

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O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação de uma resolução do Bahrein que aborda a proteção da navegação comercial no estratégico Estreito de Ormuz, inicialmente prevista para esta sexta-feira (3), e que poderia autorizar o uso da força. Este impasse tem implicações diretas no mercado de petróleo e gás, afetando a economia global e o bolso do brasileiro. O Resumo explica e descomplica para você.

Conselho de Segurança da ONU adia deliberação sobre Ormuz

– A resolução do Bahrein propõe proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

– O texto, em sua versão inicial, autorizaria o uso de “todos os meios defensivos necessários”, incluindo a força.

– A votação estava marcada para esta sexta-feira (3), mas foi adiada sem nova data anunciada.

– O adiamento ocorreu devido à forte resistência de membros permanentes como a China e a Rússia, que se opõem ao uso da força.

– Diplomatas indicam que a votação deve ser remarcada para a próxima semana.

O que isso muda na prática: O atraso na definição de medidas de segurança para uma rota marítima vital mantém a incerteza sobre o abastecimento global de energia e seus preços, impactando diretamente o custo de vida e a estabilidade econômica.

Estreito de Ormuz: Um corredor vital para a economia global

– Localizado na costa norte do Irã, conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.

– É rota para cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

– Essencial para o transporte de petróleo, gás e produtos agropecuários.

O que isso muda na prática: Qualquer instabilidade na região ameaça o fornecimento global de energia e impacta diretamente o custo dos combustíveis e da produção agrícola em todo o mundo, com repercussões sentidas no preço final dos produtos ao consumidor.

Disputas geopolíticas e os impasses da resolução na ONU

– O tráfego marítimo em Ormuz foi afetado desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, iniciando um conflito que já dura mais de um mês, com o Irã controlando as passagens de navios.

– A China e a Rússia opõem-se fortemente ao uso da força, citando suas fortes parcerias estratégicas e econômicas com o Irã.

– A China, como membro permanente com poder de veto no Conselho, já deixou clara sua oposição a qualquer autorização de força.

– O Bahrein, apoiado por países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, atenuou o esboço da resolução, removendo a referência explícita à aplicação obrigatória de força para tentar superar as objeções.

– A versão final do esboço autoriza medidas defensivas por “um período de pelo menos seis meses e até que o Conselho decida de outra forma”.

– Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã visa à “troca de regime” em Teerã, buscando deter a expansão econômica da China e consolidar a hegemonia de Israel no Oriente Médio.

O que isso muda na prática: A divisão entre as grandes potências no Conselho de Segurança reflete a complexidade do cenário e a dificuldade em encontrar soluções que garantam a segurança marítima sem escalar tensões regionais, mantendo a instabilidade no Oriente Médio e a pressão nos mercados globais.

Tags: NavegaçãoONUOrmuzpetróleoSegurança
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