A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) promove neste sábado (21) um grande mutirão nacional, o “Dia E”, com o objetivo de realizar cerca de 42 mil atendimentos médicos em todo o país. A iniciativa, que integra 45 hospitais universitários, foca na saúde da mulher para reduzir filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). O Resumo explica e descomplica para você.
Ebserh Mobiliza Hospitais para Acelerar Atendimentos no SUS
Esta ação faz parte do programa “Ebserh em Ação”, envolvendo a totalidade dos 45 hospitais da rede em todas as regiões do Brasil, mas com foco prioritário nas regiões Norte e Nordeste. Os pacientes já possuem agendamento prévio, seja via regulação ou diretamente das unidades de saúde.
O objetivo central é a redução das filas e do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo aproximadamente 42 mil procedimentos. O foco principal é a saúde da mulher, abrangendo desde cirurgias eletivas e consultas até exames diagnósticos e procedimentos terapêuticos.
O que isso muda na prática: Essa mobilização visa aliviar a sobrecarga do SUS e garantir acesso mais rápido a serviços essenciais de saúde, especialmente para mulheres, impactando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar de milhares de famílias brasileiras.
Nordeste e Norte Concentram Maioria dos Procedimentos
As regiões Nordeste e Norte receberão o maior volume de atendimentos no mutirão do “Dia E”, com expectativas de impactar significativamente as demandas locais de saúde. No Nordeste, a expectativa é realizar cerca de 19 mil procedimentos.
Na Bahia, participam o Hospital Universitário Professor Edgard Santos e a Maternidade Climério de Oliveira. Em Sergipe, o Hospital Universitário de Aracaju e o Hospital Universitário de Lagarto. Já em Alagoas, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes está envolvido.
Pernambuco conta com o Hospital das Clínicas da UFPE e o Hospital Universitário da Univasf. Na Paraíba, o Hospital Universitário Lauro Wanderley, o Hospital Universitário Alcides Carneiro e o Hospital Universitário Júlio Bandeira. No Rio Grande do Norte, a ação ocorre no Hospital Universitário Onofre Lopes, Maternidade Escola Januário Cicco e Hospital Universitário Ana Bezerra.
No Ceará, o Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade-Escola Assis Chateaubriand participam. O Piauí tem o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, e o Maranhão, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão.
Na Região Norte, cerca de três mil procedimentos serão realizados. No Pará, o Hospital Universitário João de Barros Barreto e o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. No Amapá, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá. Em Tocantins, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins. No Amazonas, o Hospital Universitário Getúlio Vargas, e em Roraima, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima.
O que isso muda na prática: A concentração de esforços nessas regiões visa descentralizar o atendimento, aproximando os serviços de saúde da população e enfrentando os desafios logísticos e de acesso característicos dessas áreas, fortalecendo a rede de assistência local.
Ministério da Saúde Garante Apoio a Mulheres Indígenas
Em uma iniciativa complementar e de grande relevância social, o Ministério da Saúde (MS) assegura suporte especial para mulheres indígenas residentes em locais de difícil acesso, garantindo que também possam ser beneficiadas pelo mutirão. Elas terão transporte e hospedagem gratuitos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais).
Esse apoio é crucial e será disponibilizado em cidades estratégicas como Boa Vista (RR), Brasília (DF), Goiânia (GO), Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA), Maceió (AL), Macapá (AP), Cuiabá (MT), Araguaína (TO), Campo Grande (MS) e Dourados (MS).
O que isso muda na prática: Essa medida demonstra um compromisso com a equidade na saúde, assegurando que grupos historicamente marginalizados tenham acesso a cuidados essenciais, o que é fundamental para a inclusão social e a saúde pública nacional.