A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira (3) a investigação de mais dois casos de estupro, envolvendo adolescentes do Colégio Federal Pedro II e o mesmo grupo já acusado em Copacabana. O crime de violência sexual ganha novos contornos, gerando grande preocupação nacional e revelando um modus operandi complexo e perigoso. O Resumo explica e descomplica para você.
Polícia Expande Investigação e Descobre Novos Casos
A 12ª Delegacia de Copacabana, sob o comando do delegado Antônio Lages, confirmou a apuração de denúncias adicionais que apontam para a atuação contínua do grupo.
– Dois novos casos de estupro contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II são investigados.
– Os crimes são atribuídos a integrantes do mesmo grupo já denunciado por estupro em Copacabana em janeiro deste ano.
– Uma das vítimas, que tinha 14 anos na época, foi atraída para um apartamento por um adolescente conhecido, onde foi violentada por ele e Matheus Veríssimo Zoel Martins, além de uma terceira pessoa.
– A segunda vítima relatou, em depoimento na segunda-feira (2), que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência, ocorrida em 2023, como forma de chantageá-la a não denunciá-los.
– Um terceiro caso foi descoberto nesta terça-feira (3), envolvendo Vitor Hugo Oliveira Simonin, que teria estuprado a filha da vítima durante uma festa junina, em um salão de festas, em outubro de 2025.
O que isso muda na prática: A ampliação das denúncias indica um padrão de conduta dos agressores e reforça a necessidade de vigilância e apoio às vítimas, mostrando que a impunidade pode incentivar novas violências e ampliar a insegurança da população jovem na cidade do Rio de Janeiro.
Acusados: Entregas, Foragidos e Exonerações Chave
A pressão policial e a repercussão do caso levaram a novos desdobramentos sobre a situação dos envolvidos nas agressões.
– Matheus Veríssimo Zoel Martins, que participou do primeiro caso, se entregou à Polícia Civil nesta terça-feira (3) após estar foragido.
– João Gabriel Xavier Bertho, réu e reconhecido pela primeira vítima, também se entregou. Seu advogado, Rafael de Piro, afirma que o réu nega o crime.
– Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos pela polícia.
– Vitor Hugo Oliveira Simonin é filho de José Carlos Simonin, subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos.
– O governo do Estado informou que José Carlos Simonin será exonerado do cargo nesta terça-feira (3).
– O adolescente infrator, responsável por atrair as vítimas do Colégio Pedro II, ainda não tem mandado de prisão expedido contra ele.
O que isso muda na prática: A repercussão do caso atinge o cenário político com a exoneração de um subsecretário, demonstrando a pressão para que a justiça seja feita. A entrega de alguns envolvidos e a permanência de outros foragidos mantêm o alerta sobre a segurança pública e a eficácia das investigações, impactando a confiança da população nas autoridades.
Polícia Intensifica Buscas e Faz Apelo a Vítimas
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da sociedade e da busca por provas para consolidar as acusações contra os envolvidos.
– A polícia pretende solicitar análise telemática para recuperar dados de celulares dos denunciados, buscando evidências adicionais dos crimes.
– O delegado Antônio Lages reforça o pedido para que eventuais outras vítimas dos estupradores procurem a polícia para denunciar os fatos, garantindo apoio e sigilo.
– O depoimento da primeira vítima de Copacabana foi crucial, coincidindo com lesões graves identificadas por exame de corpo de delito, como suspeita de fratura de costela.
– Lages ressalta a importância do consentimento em relações sexuais, com a máxima: “O que deve ficar claro, principalmente para os meninos, é que não é não. Isso é fundamental.”
O que isso muda na prática: A ativação de canais de denúncia e a investigação detalhada são cruciais para desmantelar o grupo criminoso e garantir que a justiça seja aplicada, protegendo futuras vítimas e reiterando a importância da educação sobre consentimento para a segurança da sociedade.