O ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, neste sábado (28), provocou uma onda imediata de reações internacionais, com países como Rússia, Japão e União Europeia expressando suas posições e preocupações com a escalada militar no Oriente Médio. Governos condenaram a ação enquanto outros reforçaram apoio à segurança ou a seus aliados. O Resumo explica e descomplica para você.
Rússia Condena Ação e Alerta para Consequências
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou duramente a ofensiva, sugerindo que negociações prévias com o Irã foram apenas uma fachada. Ele questionou a durabilidade da ação em contraste com a longa história do Império Persa.
– Dmitry Medvedev: “O pacificador agiu novamente. As negociações com o Irã foram apenas uma fachada. Todos sabiam disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2,5 mil anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos.”
O que isso muda na prática: A declaração russa sinaliza uma posição de forte condenação e ceticismo em relação às intenções ocidentais, aprofundando a divisão diplomática e solidificando o apoio russo ao Irã no cenário geopolítico.
Europa Pede Diálogo e Segurança Regional
Diversos líderes europeus manifestaram preocupação e clamor por desescalada. O presidente francês, Emmanuel Macron, o presidente espanhol, Pedro Sanchez, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, emitiram declarações.
– Emmanuel Macron: Alertou para “graves consequências para a paz e segurança internacionais”, reiterando medidas para garantir a segurança de seu território nacional e cidadãos no Oriente Médio.
– Pedro Sanchez: Condenou a ação militar unilateral, classificando-a como uma escalada que “contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil”, e exigiu o pleno respeito ao direito internacional e o retorno ao diálogo.
– Ursula von der Leyen: Expressou grande preocupação com os acontecimentos, enfatizando a importância de salvaguardar a segurança regional e evitar ações que minem o programa de não proliferação nuclear. A União Europeia tem adotado sanções contra o regime iraniano.
O que isso muda na prática: As reações europeias indicam uma pressão diplomática por de-escalada, buscando evitar um conflito generalizado na região que poderia ter severos impactos econômicos e migratórios para a Europa e o mundo.
Japão Garante Segurança de Cidadãos
A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, focou na segurança dos cidadãos japoneses na região. Ela instruiu os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem medidas de proteção.
– Takaichi Sanae: Determinou ações preventivas e a intensificação da coleta de informações para garantir a segurança dos japoneses que permanecem na área do ataque.
O que isso muda na prática: A preocupação do Japão reflete o temor de que o conflito possa se alastrar, impactando a segurança de seus cidadãos e a estabilidade das rotas comerciais globais, das quais o país é altamente dependente.
Líbano e Austrália Expressam Posições Distintas
Líderes de outras nações também se pronunciaram, com o Líbano clamando por prudência e a Austrália reafirmando seu apoio aos EUA.
– Nawaf Salam (primeiro-ministro do Líbano): Apelou aos libaneses por sabedoria e patriotismo, reiterando que o país não aceitará ser arrastado para aventuras que ameacem sua segurança e unidade.
– Anthony Albanese (primeiro-ministro australiano): Afirmou que a Austrália apoia os Estados Unidos nas ações para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e ameace a paz e segurança internacional, alinhando-se contra o que descreveu como um regime desestabilizador.
O que isso muda na prática: Essas declarações mostram a complexidade e a divisão internacional. Enquanto o Líbano busca autoproteção para evitar envolvimento em um conflito regional, a Austrália reitera a aliança com os EUA, evidenciando o alinhamento de forças em torno da crise.