O mercado financeiro brasileiro registrou euforia nesta terça-feira (24) de fevereiro de 2026: a Bolsa de Valores atingiu o inédito patamar de 191 mil pontos, e o dólar comercial caiu para o menor valor em 20 meses. Esse desempenho, impulsionado por um robusto ingresso de capital externo, sinaliza otimismo econômico com impacto direto no país. O Resumo explica e descomplica para você.
Ibovespa quebra recorde e atrai investimentos
O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo demonstrou um crescimento expressivo: – O índice Ibovespa, da B3, encerrou nesta terça-feira (24) de fevereiro de 2026 aos 191.490 pontos. – Registrou alta de 1,4%, marcando o 13º recorde do ano. – A valorização foi generalizada, com ações de todos os principais setores em ascensão. – A bolsa brasileira acumula alta de 5,58% em fevereiro de 2026. – O cenário positivo foi impulsionado pelo expressivo ingresso de capital estrangeiro no Brasil.
O que isso muda na prática: A alta da bolsa indica maior confiança dos investidores na economia brasileira, podendo atrair mais capital e impulsionar o crescimento de empresas listadas. Isso tem potencial impacto positivo na geração de empregos e renda para a população, refletindo diretamente no bolso do cidadão.
Dólar recua e atinge menor patamar em 20 meses
Paralelamente à performance da bolsa, o mercado de câmbio também registrou um dia de otimismo: – O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,155. – Apresentou recuo de R$ 0,013 (-0,26%) em relação ao fechamento anterior. – A cotação alcançou o menor valor desde 28 de maio de 2024, quando também estava em R$ 5,15. – A divisa acumula queda de 1,76% em fevereiro de 2026 e de 6,08% no acumulado do ano de 2026. – O dólar despencou no fim da manhã após o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, anunciar a imposição de uma tarifa global de 10% para importações americanas, percentual menor que os 15% esperados pelo mercado.
O que isso muda na prática: A queda do dólar tende a baratear produtos importados e viagens ao exterior, impactando positivamente o poder de compra do consumidor. Além disso, contribui para reduzir a pressão inflacionária e melhora o custo de endividamento externo do país, beneficiando o bolso do cidadão.
Fatores externos e nacionais impulsionam otimismo
Tanto elementos do cenário global quanto da economia interna contribuíram para o desempenho favorável do mercado: – Cenário externo: Países emergentes foram beneficiados pelo fluxo estrangeiro, especialmente pela tarifa global anunciada pelo governo estadunidense, que se mostrou mais branda que o previsto. – Cenário nacional: A arrecadação federal recorde em janeiro de 2026 e a diminuição do déficit nas contas externas do Brasil fortaleceram a confiança dos investidores. – Esses fatores conjugados levaram à redução dos juros futuros, o que, por sua vez, beneficiou a performance da bolsa de valores brasileira.
O que isso muda na prática: A combinação desses fatores externos e internos cria um ambiente mais previsível e atrativo para investimentos, fortalecendo a economia nacional e seu posicionamento no cenário global. Isso reflete um cenário político-econômico de maior estabilidade, essencial para o desenvolvimento do país e a segurança econômica dos cidadãos.