Fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais causaram uma tragédia com 24 mortes confirmadas e 47 desaparecidos, conforme atualização do Governo do Estado nesta terça-feira (24). A situação de calamidade pública mobiliza autoridades federais e estaduais para atenuar o cenário de destruição e salvar vidas. O Resumo explica e descomplica para você.
Tragédia Humana: Mortes e Desaparecidos Preocupam Autoridades
O Governo de Minas Gerais atualizou, na tarde desta terça-feira (24), em coletiva de imprensa realizada em Juiz de Fora, os impactos das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata entre a madrugada de segunda-feira (23) e esta terça.
– O governador Romeu Zema confirmou 24 mortes, sendo 18 em Juiz de Fora e 6 em Ubá.
– 47 pessoas permanecem desaparecidas, com o Corpo de Bombeiros ainda registrando pessoas soterradas.
– Zema solidarizou-se com as famílias das vítimas e destacou a alta probabilidade de aumento no número de óbitos, dado o volume de desaparecidos.
O que isso muda na prática: Famílias de Juiz de Fora e Ubá enfrentam perdas irreparáveis e a angústia pela busca de entes queridos, enquanto o estado mobiliza esforços máximos para resgate e assistência às vítimas.
Operação de Resgate e Alerta de Risco
A mobilização para salvar vidas e mitigar os riscos é intensa, com centenas de profissionais em campo e orientações claras à população.
– O comandante regional do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou sobre 130 ocorrências registradas até o momento, com 98 pessoas resgatadas com vida.
– Cerca de 500 homens estão empenhados na operação, incluindo 100 bombeiros militares, além de tropas especializadas com cães farejadores.
– O major Mardell da Silva destacou que toda a população recebeu alerta emergencial nos celulares, recomendando evacuação imediata em áreas de risco, com o governador reforçando: “Quando receber o alerta, saia imediatamente de casa. O risco geológico é muito grave em toda a região.”
– O Conselho Regional de Engenharia (CREA-MG) enviou profissionais para avaliar encostas e estruturas comprometidas, enquanto a Defesa Civil mantém monitoramento contínuo das áreas mais críticas.
O que isso muda na prática: A agilidade na resposta e a comunicação de risco são cruciais para salvar vidas e prevenir novas tragédias, exigindo atenção máxima da população às orientações das autoridades competentes.
Milhares Afetados: Desabrigados, Desalojados e Sem Energia
As chuvas torrenciais resultaram em um grande número de pessoas deslocadas e severas interrupções nos serviços essenciais.
– De acordo com a atualização do governo estadual, há 200 desabrigados e 400 desalojados em Juiz de Fora, e 14 desabrigados e 46 desalojados em Ubá.
– A distinção é que o desalojado consegue se abrigar em casas de parentes ou amigos, enquanto o desabrigado depende de abrigos públicos, como ginásios ou escolas.
– A CEMIG, empresa de energia elétrica, informou que 22 mil imóveis ficaram sem luz, e geradores estão sendo deslocados de Belo Horizonte para acelerar o restabelecimento do serviço.
O que isso muda na prática: A infraestrutura local foi gravemente afetada, impactando a moradia e os serviços básicos de milhares de cidadãos, que dependem do apoio público para se reestabelecer e enfrentar a interrupção de serviços essenciais.
Recursos de Emergência e Apoio Federal
O suporte financeiro e a coordenação entre esferas de governo são fundamentais para a reconstrução das áreas atingidas.
– O governador Romeu Zema anunciou a liberação imediata de recursos suplementares do estado: R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá.
– Ele também informou ter recebido do Governo Federal a garantia de apoio posterior para a reconstrução de pontes, vias e outras estruturas públicas.
– Em Ubá, uma das pontes foi completamente destruída pela força das águas, evidenciando a necessidade urgente de infraestrutura.
O que isso muda na prática: A rápida injeção de recursos financeiros e a colaboração entre os governos estadual e federal são essenciais para iniciar a recuperação das áreas atingidas e reconstruir o que foi destruído, impactando diretamente o bolso dos contribuintes e a infraestrutura dos municípios.