📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- O UBS BB rebaixou a recomendação das ações do Santander (SANB11) de compra para neutro.
- O preço-alvo dos papéis foi reduzido de R$ 44 para R$ 34.
- A revisão se baseou na oferta de troca de ações e nos resultados do segundo trimestre de 2026.
- As projeções de lucro para o Santander foram cortadas em 12%, em média, para 2026 e 2028.
O UBS BB alterou sua avaliação sobre as ações do Santander (SANB11) nesta segunda-feira (24), rebaixando a recomendação de compra para neutro. Além disso, o banco de investimentos reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 44 para R$ 34, embora o novo valor ainda represente um potencial de valorização de 15,1% em relação ao fechamento anterior.
Fatores que impactaram a avaliação do Santander
Dois elementos principais influenciaram a decisão do UBS BB: a oferta de troca de ações anunciada em julho e os resultados do segundo trimestre de 2026. O Santander Espanha lançou uma proposta para adquirir os 10,7% restantes do Santander Brasil que pertencem a acionistas minoritários, oferecendo 0,4056 nova ação do Santander (Grupo) por cada unit do Santander Brasil.
Desde o anúncio da oferta, as ações SANB11 registraram alta de 15%, mas ainda acumulam queda de 8,2% no ano. Nesta segunda-feira, por volta das 10h40, as units operavam em alta de 0,78%, cotadas a R$ 29,78.
Lucro e provisões no segundo trimestre de 2026
No segundo trimestre de 2026, o lucro líquido gerencial do Santander apresentou uma queda de quase 20% na comparação anual. Analistas do UBS BB também destacaram o aumento das provisões no período, atribuindo-o à mudança na metodologia de baixas para prejuízo e a casos específicos no segmento corporativo.
Diante desse cenário, a equipe do UBS BB revisou para cima a estimativa de custo de risco para 3,9% neste ano, ante 3,7% anteriormente. Uma taxa efetiva de imposto inferior à esperada ajudou a compensar parcialmente esse impacto.
Projeções de lucro revisadas pelo UBS BB
Com base nesses fatores, o UBS BB cortou suas projeções de lucro para o Santander em 12%, em média, para o período entre 2026 e 2028. Para 2026, a estimativa de lucro caiu de R$ 16,3 bilhões para R$ 14 bilhões, com um Retorno Sobre o Patrimônio (ROE) projetado de 14,3%. Já para 2027, a expectativa de lucro recuou de R$ 19,7 bilhões para R$ 17 bilhões, com ROE projetado de 16,3%.