André Esteves, chairman do BTG Pactual, defendeu que a taxa Selic pode ser reduzida para 7% ao ano, um patamar que geraria um impacto econômico equivalente a “30 vezes qualquer programa social”. Essa redução, segundo o executivo, transformaria a sociedade, beneficiando principalmente a população de menor renda.
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Potencial de transformação econômica
Esteves, durante o evento Macro Day 2026 do BTG, ressaltou que a queda da Selic para um dígito sólido representaria uma enorme transformação social. Ele enfatizou que a base da pirâmide é a mais afetada pelos juros altos, e seria a principal beneficiada por essa mudança.
O desafio da dívida pública
Para alcançar a Selic a 7%, o país precisa, contudo, controlar a dívida pública. O executivo destacou que, apesar de o Brasil ter reservas cambiais robustas (cerca de US$ 370 bilhões), um sistema financeiro sólido e baixo desemprego, a trajetória fiscal é o principal desequilíbrio. O crescimento da dívida pública é “muito alto, muito forte e muito rápido”, exigindo uma abordagem técnica e institucional.
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Juros altos prejudicam a todos
Contrariando a percepção popular, Esteves afirmou que juros elevados não beneficiam os bancos. Uma taxa Selic em 14% ao ano cria um ambiente “muito hostil” para a atividade econômica, prejudicando empresas, indústria, varejo e empreendedorismo, incluindo o próprio setor financeiro.
A proposta de André Esteves coloca o controle da dívida pública como o principal passo para um novo ciclo de prosperidade econômica, com a expectativa de que o próximo governo possa aproveitar essa janela de oportunidade a partir de 2027.