O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atual política de juros do Banco Central, apontando-a como um dos principais entraves ao ajuste fiscal no Brasil. Em evento recente do BTG Pactual, Alckmin defendeu que o equilíbrio das contas públicas virá da redução de despesas e do estímulo ao crescimento econômico.
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Estratégia para o equilíbrio fiscal
Alckmin propõe que o ajuste fiscal seja alcançado com a diminuição dos gastos públicos e a queda das taxas de juros, que atualmente estão em 14% ao ano. Segundo ele, esse patamar pressiona a dívida pública, cuja relação com o Produto Interno Bruto (PIB) já supera 82%. A meta do governo é encerrar o mandato com déficit primário zero e projetar um superávit de 0,5% do PIB para 2027.
Críticas à política de juros do Banco Central
O vice-presidente argumentou que a elevação dos juros pelo Banco Central não é eficaz para combater inflações causadas por fatores conjunturais, como efeitos climáticos em alimentos ou a guerra no Irã, que impacta os preços do petróleo. Para Alckmin, o custo de capital elevado é um “problemão” para a economia e a dívida pública, defendendo que o foco deve ser na causa dos problemas, como a melhoria da despesa e o crescimento.
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Negociações comerciais e prioridades
Alckmin também abordou o “tarifaço” de 37,5% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando-o como injusto. Ele afirmou que não há “tema proibido” nas negociações para reverter a situação, citando medidas de apoio a empresas afetadas, como a liberação de R$ 18,5 bilhões em financiamento. Além da economia, a “defesa da democracia” foi destacada como prioridade da chapa à reeleição, em referência a eventos de 2022 e 2023.