📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- RD Saúde recusou aproximação do Mercado Livre e planeja expansão de 800 a 900 novos pontos.
- Medicamentos GLP-1 representam 12% das vendas da RD Saúde, com margens acima de 20% esperadas.
- Empresas como Pague Menos e Hypera investem pesado em digitalização e lançamentos de novos produtos.
- Setor hospitalar e operadoras de saúde buscam recuperação gradual e reajustes sustentáveis.
O 20º Fórum Checkup do JPMorgan reuniu as principais empresas do setor de saúde e varejo farmacêutico no Brasil, revelando estratégias de crescimento focadas em expansão de pontos de venda, lançamento de novos produtos e ganhos de eficiência operacional para os próximos anos.
RD Saúde mira em expansão e GLP-1
A RD Saúde (RADL3), por exemplo, recusou uma aproximação do Mercado Livre, mas definiu uma meta ambiciosa de ganhar 100 pontos-base de participação de mercado anualmente. A companhia já mapeou entre 800 e 900 potenciais novos pontos para expansão.
Os medicamentos GLP-1 se destacam, representando 12% das vendas de remédios da rede, com margens esperadas acima de 20% no longo prazo. A automação também avança, com 78% das interações já resolvidas por bots.
Pague Menos e Hypera investem em digital e portfólio
A Pague Menos (PGMN3) prioriza a digitalização, identificando 400 pontos de melhoria em sua plataforma. Novas lojas da rede alcançam R$ 1 milhão em vendas mensais em apenas três a quatro meses de operação.
Já a Hypera (HYPE3) projeta um crescimento de 8% a 11% ao ano, impulsionado por lançamentos como o Semavy e novos produtos no canal institucional a partir de 2027. A empresa também prevê uma redução de R$ 200 milhões no capex de ativos imobilizados a partir do mesmo ano.
Hospitais e operadoras buscam recuperação
No segmento hospitalar, a Rede D’Or (RDOR3) registrou queda de volume em hospitais de menor tíquete no Nordeste, mas projeta uma recuperação gradual. A companhia espera reajustes sustentáveis na faixa do IPCA mais 1 a 2 pontos percentuais.
A BradSaúde (SAUD3) reportou sinistralidade abaixo de 84% nos últimos 12 meses e adicionou 300 mil beneficiários, incluindo 100 mil novos clientes PMEs. A Hapvida (HAPV3), sob nova gestão, segue em conversas com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O setor de saúde brasileiro demonstra resiliência e foco em estratégias claras para garantir crescimento e rentabilidade, adaptando-se às demandas do mercado e às inovações.