Ruth Rocha, ícone da literatura infantojuvenil brasileira, é celebrada na 73ª Ocupação do Itaú Cultural, em São Paulo, com uma mostra que se inaugurou no sábado, 9 de maio de 2026. A exposição marca seus 95 anos de vida e as cinco décadas da publicação de seus primeiros livros, incluindo o best-seller “Marcelo, marmelo, martelo”, reforçando seu legado para a cultura nacional. O Resumo explica e descomplica para você.
Itaú Cultural Homenageia Legado de 50 Anos de Ruth Rocha
A 73ª Ocupação do Itaú Cultural, na capital paulista, presta tributo à vida e obra da escritora Ruth Rocha. A mostra, que ficará em cartaz até 2 de agosto de 2026, é um ponto alto nas comemorações de seus 95 anos e celebra os 50 anos da publicação de seus livros pioneiros de 1976: – “Palavras, Muitas Palavras” – o best-seller “Marcelo, marmelo, martelo”, que já conta com mais de 50 edições. Diante de um público diverso, a autora expressou sua gratidão, destacando o valor de ser reconhecida: “Quero agradecer a todos os meus leitores, que fizeram a minha vida” e “Uma homenagem grande como essa, uma homenagem ‘barulhenta’ como essa, é uma homenagem que valoriza muito a gente. Deixa a gente com uma noção de que valeu a pena tudo o que a gente fez”.
O que isso muda na prática: Essa celebração ressalta a importância da literatura infantil e a valorização do artista nacional, permitindo que novas gerações descubram o trabalho de Ruth Rocha e que antigos leitores se reconectem com suas histórias atemporais.
Exposição Mergulha na Vida e Criatividade da Autora
Com um formato de dicionário biográfico, a mostra convida o visitante a explorar a trajetória de Ruth Rocha de forma interativa. Elementos chave incluem: – Letra B de borboleta: Apresenta o livro “Romeu e Julieta”, que aborda o racismo através da história de duas borboletas de cores diferentes. – Letra C de canto: Revela um vídeo inédito da autora cantando com sua filha, Mariana, gravado em janeiro de 2025. – Letra E de Eduardo: Uma homenagem ao seu marido e parceiro de vida, com fotografias do casamento de 1956. Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Curadorias e Programação Artística do Itaú Cultural, ressaltou o foco na experiência infantil: “É importante dizer que a gente pensou muito do ponto de vista da criança, no sentido dos acessos, das alturas, das interações que o espaço promove, é como se fosse um brinquedo, um grande brinquedo.” A exposição conta com cerca de 160 livros físicos da autora, incentivando a interação direta.
O que isso muda na prática: A abordagem lúdica da exposição torna a literatura mais acessível e interessante para as crianças, promovendo a leitura e a reflexão sobre temas sociais desde cedo, além de preservar e valorizar a memória da literatura brasileira para o público geral.
Marcelo, Marmelo, Martelo Completa Meio Século de Imaginação
Um dos pontos altos da mostra é a celebração dos 50 anos do icônico personagem Marcelo, marmelo, martelo. O espaço dedicado ao livro funciona como uma festa de aniversário, com: – Um carrinho de rolimã. – Área interativa onde crianças podem inventar novas palavras a partir da proposta de Ruth Rocha. – Linha do tempo que exibe a evolução do personagem através dos traços de diferentes ilustradores ao longo das cinco décadas. A curadoria, que fez um mergulho profundo no acervo da autora, destaca a importância da revista Recreio em sua trajetória e exibe depoimentos de autores contemporâneos como Ana Maria Machado e Pedro Bandeira.
O que isso muda na prática: Essa seção estimula a criatividade e o pensamento crítico das crianças, incentivando-as a questionar a linguagem e a desenvolver seu próprio vocabulário, além de contextualizar a importância da obra de Ruth Rocha no cenário editorial e educacional brasileiro.
Influência Familiar Molde a Narrativa de Ruth Rocha
A exposição também dedica um espaço especial às raízes familiares de Ruth Rocha, evidenciando como elas foram cruciais para sua criação literária. Pais e avós são lembrados por meio de: – Fotografias. – Uma carta manuscrita reproduzida, acessível ao público. A autora destaca o papel do convívio com as crianças da família — seus três irmãos mais novos, filha e sobrinhas — como fonte de inspiração: “Eu acho que isso tudo influi para a gente criar. Eles mexem com alguma coisa lá dentro que dá vontade de conversar, dá vontade de explicar, dá vontade de contar.” A relação especial com sua irmã Rilda, de 97 anos, também é detalhada na mostra.
O que isso muda na prática: Compreender as fontes de inspiração de um autor enriquece a leitura de suas obras, conectando o público à humanidade por trás das histórias e incentivando a valorização dos laços familiares como base para a criatividade e a expressão artística.