📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- O governo do Rio de Janeiro possui uma dívida de R$ 26 bilhões com instituições financeiras.
- O governador em exercício busca reestruturar esses débitos para reduzir custos e reorganizar as contas públicas.
- A negociação visa juros menores e não exige nova garantia do Tesouro Nacional.
- O estado também já renegociou R$ 41,5 bilhões da dívida com a União através do programa Propag.
O Rio de Janeiro enfrenta uma dívida bancária de R$ 26 bilhões com instituições financeiras, conforme revelado pelo governador em exercício, Ricardo Couto. O estado busca uma reestruturação desses débitos para aliviar o custo financeiro e equilibrar as contas públicas.
Dívida bancária e renegociação
Após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília, Couto afirmou que o objetivo é renegociar as dívidas com condições mais favoráveis. A intenção é conseguir um reescalonamento do débito com juros menores, uma iniciativa que tem recebido apoio do governo federal.
O governador destacou que essa reestruturação não demandará uma nova garantia do Tesouro Nacional. O estado também planeja buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas próximas fases da reorganização financeira.
Dívida com a União
Além do passivo bancário, o Rio de Janeiro já avançou na renegociação de sua dívida com a União. Em maio, o estado foi autorizado a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), formalizando a adesão em junho. Com isso, a dívida com a União caiu de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões, uma redução de R$ 41,5 bilhões. As parcelas mensais foram reduzidas de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões, e o prazo de pagamento foi estendido até 2056. A correção da dívida passou a ser apenas pelo IPCA, sem juros reais.
Para obter essas condições, o Rio se comprometeu a reduzir 20% do total devido à União e aplicar 1% do saldo devedor em áreas como educação, infraestrutura e segurança. Desde 2016, a União já cobriu cerca de R$ 47 bilhões em dívidas não pagas pelo estado.
A reestruturação da dívida bancária, somada aos avanços com a União, é crucial para a saúde financeira do Rio de Janeiro. As negociações continuam, com o estado buscando consolidar um cenário fiscal mais estável para os próximos anos. Para mais detalhes sobre a dívida com a União, clique aqui.