📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- O ministro Dario Durigan defendeu a abertura e diversificação das relações comerciais do Brasil.
- Ele ressaltou a importância da estabilidade fiscal e da reforma tributária para o desenvolvimento do país.
- A fala ocorre em meio à avaliação de reciprocidade contra tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil deve ampliar suas relações comerciais e se consolidar como um “porto seguro” em um cenário global incerto. A defesa por uma maior abertura econômica e estabilidade fiscal visa projetar segurança e previsibilidade para investidores.
Estratégia de abertura comercial
Durigan enfatizou que a abertura comercial deve ser baseada em negociações estratégicas, evitando a dependência exclusiva de um único parceiro, seja na Ásia ou na América do Norte. Segundo o ministro, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança, e o país deve debater suas fraquezas e fortalezas para construir essa posição.
Tensão com os Estados Unidos
A posição do ministro, conforme divulgado pelo Ministério da Fazenda, surge em um momento de tensão comercial com os Estados Unidos. O governo federal avalia formalmente a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122) em resposta a tarifas unilaterais impostas pelos americanos contra exportações brasileiras. A lei permite a suspensão de concessões comerciais em retaliação a práticas que afetem a competitividade brasileira.
Medidas fiscais e reforma tributária
Durigan também abordou a importância de medidas fiscais, como bloqueio de orçamento e limites de gastos obrigatórios, para manter a trajetória de estabilidade do país. Sobre a reforma tributária, ele reconhece que as mudanças podem gerar receio, mas acredita que 2027 será um ano crucial para a transição, resultando em um sistema melhor a médio e longo prazo. O ministro ainda defendeu a necessidade de “juros civilizados” para discutir o crédito no país, considerando-os a “milha final” para o desenvolvimento.
A postura do governo, conforme Durigan, busca consolidar o Brasil como um parceiro comercial diversificado e fiscalmente responsável, com os próximos passos focados na implementação da reforma tributária e na gestão da política de juros.