📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A Petrobras iniciou negociações para explorar petróleo na Bacia de Keta, em Gana.
- A ação visa recompor reservas de óleo e gás, prevendo o declínio do pré-sal a partir de 2035.
- O movimento complementa recentes descobertas na Margem Equatorial brasileira.
- O Ministério de Energia de Gana já aprovou o início das conversas contratuais.
A Petrobras está expandindo sua estratégia de exploração de petróleo e gás para além das fronteiras brasileiras, com foco em Gana. A empresa recebeu sinal verde para iniciar negociações em blocos exploratórios na Bacia de Keta, na costa oeste africana, visando garantir futuras reservas de energia.
Expansão global e o papel de Gana
A estatal brasileira busca recompor suas reservas, antecipando o pico de produção do pré-sal a partir de 2035. O Ministério de Energia e Transição Verde de Gana autorizou a Petrobras a avançar nos termos dos contratos de exploração, marcando um passo importante na internacionalização da busca por óleo. Analistas, como Ruy Hungria da Empiricus Research, veem o impacto inicial para a empresa e suas ações como limitado, dada a incerteza inerente à exploração.
Descobertas recentes e estratégia no Brasil
Paralelamente, a Petrobras anunciou a descoberta de hidrocarbonetos na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Essa descoberta no bloco FZA-M-59, no Amapá, é vista como positiva para investidores, com potencial de aumentar a produção e impulsionar as ações da companhia. Os investimentos diários na Margem Equatorial chegam a US$ 1 milhão, totalizando US$ 300 milhões, conforme Renata Baruzzi, da engenharia da Petrobras.
Movimentação no Porto do Açu
Em outra frente, a Petrobras firmou contrato com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, para exportação regular de coque de petróleo. A previsão é movimentar até 600 mil toneladas anuais, escoando a produção de refinarias do Sudeste, como REGAP, REDUC, REPLAN e REVAP. A primeira operação está agendada para o fim de agosto, com contrato inicial de um ano, renovável por mais cinco.
A diversificação de fontes e a busca por novas fronteiras exploratórias, tanto no Brasil quanto no exterior, consolidam a estratégia da Petrobras para assegurar sua produção de longo prazo e a sustentabilidade de suas operações.