O Nubank (ROXO34) está redefinindo sua estratégia de crescimento no Brasil, mirando agora os segmentos de classe média e alta renda. Uma análise do Itaú BBA aponta que a fintech tem um vasto “pote de ouro” a ser explorado, impulsionando lucros e o valor das ações.
A fintech, que se consolidou ao democratizar o acesso a serviços financeiros para a baixa renda, busca agora expandir sua participação entre clientes com maior poder aquisitivo. O modelo de baixo custo do Nubank será adaptado para oferecer mais benefícios e serviços a um público mais exigente. O lançamento do segmento Croma, com recompensas superiores, é um exemplo dessa mudança.
Atualmente, o Nubank possui cerca de 27% do mercado de cartões e empréstimos pessoais na baixa renda. Em clientes com renda de 3 a 10 salários mínimos, a participação subiu para 14%, e na alta renda, permanece abaixo de 5%. O Itaú BBA estima que replicar a penetração da baixa renda nesses segmentos poderia aumentar a carteira de crédito em aproximadamente 60%.
Embora as margens financeiras ajustadas ao risco sejam menores para clientes de alta renda, esse público oferece maior potencial de depósitos e receitas com tarifas, contribuindo positivamente para o lucro por ação e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE).
Sobre a inadimplência, o Itaú BBA projeta um “pouso suave” para a qualidade de crédito do Nubank, com aumentos moderados no custo de risco. Além do Brasil, o México é visto como um importante motor de crescimento a partir de 2027, após a conclusão da licença bancária. O banco projeta alta de 35% no lucro líquido do Nubank em 2026 e 21% em 2027, com ROEs próximos de 29%, sustentando a recomendação de compra para as ações.
A reorientação estratégica do Nubank para segmentos de maior renda e a expansão internacional sinalizam um novo capítulo para a fintech, com expectativas de forte crescimento e valorização das ações nos próximos anos, conforme a análise do Itaú BBA.