📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A inadimplência em aluguéis no Brasil atingiu 3,05% em julho, o menor índice dos últimos três anos.
- A queda foi de 0,15 ponto percentual em relação a junho e 0,71 p.p. comparado a julho do ano anterior.
- Apesar da melhora geral, há preocupação com atrasos concentrados em imóveis de aluguel mais baixo, especialmente comerciais.
A inadimplência nos aluguéis brasileiros alcançou em julho o menor patamar dos últimos três anos, indicando uma melhora geral no cumprimento das obrigações. Contudo, o cenário ainda exige atenção, com atrasos persistindo e se concentrando em imóveis de menor valor, impactando diretamente famílias e pequenos negócios.
Queda geral e concentração dos atrasos
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica revelou que a taxa de 3,05% em julho é a mais baixa desde junho de 2023. Essa redução de 0,15 ponto percentual em relação a junho e de 0,71 p.p. na comparação anual reflete uma melhora no pagamento, especialmente em imóveis de aluguel mais alto.
Contudo, a pesquisa aponta que os atrasos se concentram em propriedades com aluguéis mais acessíveis. Imóveis comerciais de até R$ 1 mil registraram a maior taxa, de 7,27%, enquanto residenciais na mesma faixa de preço atingiram 5,99% de inadimplência.
Cenário por tipo de imóvel e região
Todos os tipos de imóveis — comercial, casa e apartamento — registraram queda na inadimplência em julho. Os comerciais ainda lideram com 4,17%, seguidos por casas (3,29%) e apartamentos (2,14%).
Regionalmente, o Nordeste apresentou a maior taxa (4,88%), apesar da queda. O Sul se destacou com o menor índice do país, de 2,67%.
Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do grupo Superlógica, alertou que “em um cenário de juros ainda elevados e de pressão sobre o custo de vida, famílias com menor margem no orçamento tendem a sentir mais o impacto do aumento de despesas essenciais”.
A pesquisa da Superlógica, que considera boletos com mais de 60 dias de atraso, continuará monitorando a evolução desses recortes. Acompanhar os próximos meses será crucial para entender a sustentabilidade da melhora geral e os desafios enfrentados pelos locatários de menor renda.