📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
* O Ibovespa registrou sua terceira semana consecutiva de perdas, fechando com desvalorização de 0,86%.
* O dólar à vista acompanhou a alta, encerrando a semana com valorização de 1,21%, a R$ 5,1451.
* A Hapvida (HAPV3) liderou as quedas pelo segundo período seguido, com recuo de 39,28%.
* A saída de capital estrangeiro e a pressão dos juros globais foram os principais fatores para a queda da bolsa.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou sua terceira semana consecutiva no vermelho, sinalizando um período de cautela para investidores. A desvalorização reflete a pressão de fatores internos e externos que impactam diretamente a rentabilidade dos ativos no país.
A queda do Ibovespa é atribuída a uma combinação de fatores. No cenário doméstico, a saída de capital estrangeiro superou R$ 22 bilhões em agosto, levando o JP Morgan a rebaixar a recomendação para ativos brasileiros de compra para neutro. A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1 e o recuo de 0,6% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) também contribuíram para a incerteza. O cenário da dívida pública brasileira, por sua vez, é constantemente monitorado por especialistas.
Internacionalmente, a escalada dos juros dos títulos públicos dos EUA foi um ponto de atenção. O rendimento do Treasury de 30 anos atingiu o maior nível desde 2007, e a dívida pública americana ultrapassou US$ 40 trilhões, gerando preocupações com a inflação e a trajetória fiscal global.
Ações em destaque: MBRF3 sobe, Hapvida despenca
Entre os papéis, a MBRF (MBRF3) se destacou com alta de 21,59%, impulsionada pela elevação da recomendação do Bank of America para compra. Outras ações com ganhos notáveis incluíram SLC Agrícola (SLCE3), Minerva (BEEF3) e MRV (MRVE3).
Na ponta negativa, a Hapvida (HAPV3) registrou uma queda expressiva de 39,28%, liderando as perdas pela segunda semana consecutiva. O resultado foi reflexo de um lucro líquido ajustado 95,8% menor no segundo trimestre de 2025 e do corte do preço-alvo pelo BTG Pactual, que apontou desafios como a alta sinistralidade e a judicialização.
O cenário de volatilidade exige atenção dos investidores, que devem acompanhar os próximos desdobramentos sobre a política fiscal brasileira e a economia global para guiar suas decisões.