📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou que o país está em “guerra comercial” com os Estados Unidos.
- Negociações para um novo acordo foram suspensas em 22 de agosto de 2026, após o Canadá rejeitar as exigências americanas.
- A ruptura abre caminho para novas tarifas sobre US$ 20 bilhões em exportações canadenses, além das já existentes.
- O Canadá prometeu retaliar “dólar por dólar” as novas medidas tarifárias dos EUA.
O Canadá declarou estar em “guerra comercial” com os Estados Unidos após o colapso das negociações para um novo acordo em 22 de agosto de 2026, intensificando a disputa tarifária entre os dois países. O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que as exigências americanas eram inaceitáveis, levando à suspensão das conversas.
Impasse e escalada da guerra comercial
As negociações comerciais entre Canadá e EUA foram suspensas na noite de sexta-feira (21) de agosto de 2026, após o primeiro-ministro Mark Carney considerar as propostas americanas um “mau acordo”. Segundo Carney, o presidente Donald Trump “errou nos cálculos” ao subestimar a disposição canadense de suportar dificuldades econômicas. A ruptura abre caminho para uma nova rodada de tarifas sobre US$ 20 bilhões (R$ 103,2 bilhões) em exportações canadenses, somando-se às já aplicadas sobre aço, alumínio, madeira e veículos.
Exigências americanas e retaliação
Carney detalhou que os EUA apresentaram mudanças de última hora “inaceitáveis”, incluindo restrições à capacidade do Canadá de fechar acordos comerciais com outros países e novas preocupações sobre normas linguísticas em Quebec. O Canadá, que já havia feito concessões, prometeu responder às novas tarifas americanas “dólar por dólar”. O país buscava a redução de taxas de 50% sobre aço e alumínio e 25% sobre veículos, além de tarifas antidumping sobre madeira.
Próximos passos e impacto econômico
O fracasso das conversas ocorre em um momento de pressão interna para o presidente Trump, com eleições de meio de mandato se aproximando. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, indicou que não há novas conversas planejadas e que os EUA “avançarão com medidas em resposta à retaliação canadense”. A Federação Canadense de Empresas Independentes alertou que o impacto sobre as pequenas empresas será “imediato e significativo”, com até 40% dos exportadores podendo ser diretamente atingidos, conforme noticiado pelo Financial Times.
A escalada da “guerra comercial” entre Canadá e EUA sinaliza um período de incerteza econômica e tensões diplomáticas, com ambos os lados se preparando para novas retaliações e sem previsão para a retomada das negociações.