📌 **O RESUMO DA NOTÍCIA:**
* O ONS suspendeu a geração de energia excedente pela segunda vez em 2026 neste domingo (23).
* A medida visa evitar sobrecarga no sistema elétrico devido ao baixo consumo e alta oferta, sem afetar o consumidor final.
* Usinas de pequeno porte, como hidrelétricas, biomassa, eólicas e solares, são as principais afetadas.
* O ONS desenvolve um sistema para desligar automaticamente a geração distribuída em emergências futuras.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste domingo (23) um plano emergencial para reduzir a geração de energia no país. A medida, tomada pela segunda vez em 2026, busca preservar a segurança do sistema diante do excesso de oferta e da expectativa de menor consumo no fim de semana, sem impactar o consumidor final.
A restrição focou em **usinas Tipo 3**, que incluem pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte, conectadas às redes de distribuição. O ONS também aplicou cortes em usinas sob seu controle direto.
Este é o segundo acionamento emergencial do ano; o primeiro foi em **7 de junho**, durante o feriado de Corpus Christi, com gerenciamento de 1 mil megawatts (MW). O plano foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, após um incidente em **agosto de 2025** que quase causou sobrecarga devido ao avanço da geração distribuída, especialmente a solar.
## ONS prepara sistema de corte automático
Diante do crescimento da geração solar distribuída, o ONS está desenvolvendo um **Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag)**. Este sistema permitirá o desligamento automático de até **3 gigawatts (GW)** de energia em situações críticas, após esgotadas outras alternativas de controle.
Um projeto-piloto do Erag está previsto para ser implementado em uma distribuidora até o **fim de 2026**, com potencial de expansão em 2027. A geração distribuída, que já soma cerca de **50 GW** de capacidade instalada no país, representa um desafio operacional por sua dificuldade de observação e controle direto pelo operador.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) confirmou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS, mas solicitou procedimentos mais detalhados para garantir a segurança operacional e jurídica dos geradores e do sistema.