📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- Apenas 44% dos jovens brasileiros empregados possuem carteira assinada, aponta pesquisa.
- Desigualdades regionais, sociais e raciais marcam o acesso ao emprego formal.
- Falta de experiência e a necessidade de indicações são as maiores barreiras para a inserção.
- Apesar de buscarem estabilidade inicial, a maioria dos jovens almeja trabalho autônomo no futuro.
O acesso ao mercado de trabalho formal para jovens brasileiros de 16 a 29 anos é permeado por significativas desigualdades, conforme aponta uma nova pesquisa da Fundação Itaú. Apenas 44% dos que estão empregados possuem carteira assinada, refletindo barreiras sociais, regionais e raciais.
Formalização e informalidade no mercado
Dos 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% têm carteira assinada. Contudo, 15% são assalariados sem registro, 13% atuam como autônomos e freelancers, e 10% dependem de bicos informais, evidenciando a precarização. Atualmente, 20% dos jovens buscam trabalho no país.
Barreiras e a importância de indicações
A falta de experiência, citada por 49% dos entrevistados, e a quantidade de pessoas disputando uma mesma vaga (39%) são as principais dificuldades para conseguir um emprego. Além disso, 96% dos jovens acreditam que conhecer alguém em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda, com 77% afirmando ter conseguido seu emprego atual por essa via.
Desigualdades por classe e região
A formalização é mais frequente entre os jovens das classes A/B (43%) e nas regiões Sul (58%) e Sudeste (55%). Em contraste, 21% dos jovens das classes D/E trabalham sem registro, e a formalização é significativamente menor no Norte (29%) e no Nordeste (20%).
Disparidades raciais e educacionais
Entre jovens brancos, 49% têm emprego formal, contra 41% dos negros. A dependência de bicos informais atinge 12% dos jovens negros, comparado a 5% dos brancos. A escolaridade também é um fator: 34% dos jovens com ensino fundamental dependem de bicos, contra apenas 3% com nível superior.
Planos futuros e prioridades
Apesar de 30% desejarem um emprego formal no presente, a preferência por trabalho autônomo sobe para 42% nos próximos cinco anos, indicando uma busca por flexibilidade após a experiência inicial. O salário é a prioridade para 64%, mas 62% aceitariam ganhar menos por um ambiente de trabalho mais saudável, refletindo a valorização do bem-estar e da saúde mental. A maioria (91%) confia que sua situação financeira estará melhor em cinco anos.