📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026.
- Este é o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua em 2012.
- O número de pessoas ocupadas atingiu o recorde de 103,3 milhões, mas a informalidade também registrou alta.
- O rendimento médio do trabalhador teve uma leve queda, ficando em R$ 3.762.
A taxa de desemprego no Brasil registrou uma queda significativa, alcançando 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado marca o menor patamar para o período desde 2012, indicando uma melhora no mercado de trabalho, mas com desafios persistentes na informalidade.
Desemprego em queda e mercado em números recordes
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revelou que o país atingiu 103,3 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já registrado. O contingente de empregados com carteira assinada, excluindo domésticos, também alcançou um recorde de 39,4 milhões. O número de desocupados diminuiu para 5,8 milhões, uma redução de 8% em relação ao trimestre anterior.
Aumento da informalidade e população desalentada
Apesar dos avanços, a informalidade cresceu. O número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, um aumento de 3,6% em relação ao trimestre anterior. A taxa de informalidade foi de 37,5%, ligeiramente acima dos 37,2% anteriores. A população desalentada, que desistiu de procurar emprego, também registrou queda de 9,7%, somando 2,3 milhões de pessoas.
Rendimento médio do trabalhador
O rendimento médio real do trabalhador ficou em R$ 3.762. Este valor representa um recuo de 0,7% comparado ao trimestre anterior, embora o IBGE classifique a variação como estável.
Os dados do IBGE, que consideram desocupados apenas quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, indicam uma recuperação contínua do mercado de trabalho, mas reforçam a necessidade de atenção à qualidade das vagas geradas e à persistência da informalidade.