📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A Justiça suspendeu uma nova rodada de demissões na Casas Bahia, que afetava cerca de 3.000 trabalhadores.
- Desde 2023, a varejista já havia desligado quase 12 mil funcionários como parte de um plano de reestruturação.
- A decisão judicial proíbe novos cortes coletivos sem negociação prévia com sindicatos, mas não obriga a reabertura de lojas.
A Casas Bahia teve uma nova onda de demissões, que atingia cerca de 3.000 trabalhadores, suspensa pela Justiça nesta terça-feira (18). A medida ocorre em meio a um processo de reestruturação que já resultou no corte de quase 12 mil funcionários desde 2023.
Plano de reestruturação e cortes de pessoal
Desde 2023, a Casas Bahia implementou um Plano de Transformação focado em cortar custos e otimizar sua operação. Este plano levou à redução de 11.749 postos de trabalho, o que representa 28% do quadro total de funcionários em três anos. Em junho de 2023, a empresa contava com 41.866 empregados, número que caiu para 30.117 no primeiro semestre de 2026.
Fechamento de lojas e impacto nas operações
O enxugamento da estrutura também incluiu o fechamento de unidades físicas. Em 2023, o número de lojas diminuiu de 1.127 para 1.078. Em 2025, outras 34 lojas foram encerradas, totalizando 1.042 unidades. A recente rodada de demissões, suspensa pela Justiça, estava associada ao anúncio de fechamento de 298 lojas.
Decisão judicial e próximos passos para a varejista
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou o restabelecimento provisório dos vínculos empregatícios e proibiu novas demissões coletivas sem negociação com os sindicatos. Embora a decisão ainda caiba recurso, ela não impõe a reabertura das unidades já fechadas. A Casas Bahia afirma que as medidas de reestruturação foram necessárias para adequar sua operação.
Apesar da melhora em indicadores operacionais, como a margem Ebitda ajustada, a companhia enfrentou desafios financeiros contínuos, especialmente com o aumento dos juros. O desdobramento da decisão judicial e as negociações com os sindicatos serão cruciais para o futuro dos trabalhadores e da varejista.