📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- Ministério da Fazenda afirma que risco em empréstimo ao BRB persiste.
- Dispensa de exigências fiscais não eliminou entraves técnicos e de governança.
- FGC não recebeu documentação para viabilizar o financiamento de R$ 6,6 bilhões.
- Governo do DF busca o aporte para socorrer o banco estatal.
O Ministério da Fazenda alertou que o risco na operação de empréstimo para o BRB (Banco de Brasília) ainda não foi afastado, mesmo com a dispensa de certas exigências de responsabilidade fiscal. A formalização do financiamento de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o banco enfrenta obstáculos técnicos e de governança.
A pasta federal esclareceu que a demora na liberação dos recursos se deve a questões negociais, técnicas e de governança interna dos agentes envolvidos, e não a uma inação do governo federal. Na semana anterior, o ministro Dario Durigan já havia rebatido críticas sobre uma suposta inércia da União na crise do banco do Distrito Federal.
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos), por sua vez, declarou não ser parte do acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e a União no STF. Além disso, o fundo informou que não recebeu a documentação necessária sobre as finanças do BRB para dar andamento ao empréstimo.
O Governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB, busca o aporte financeiro por não possuir recursos em caixa. O pedido inicial de R$ 4 bilhões foi feito em março pelo ex-governador Ibaneis Rocha, e um complemento de R$ 2,6 bilhões foi solicitado em abril pela então governadora Celina Leão, totalizando R$ 6,6 bilhões.
As tratativas para a captação dos recursos continuam, com a formalização do empréstimo dependendo da superação dos entraves técnicos e da apresentação da documentação exigida para garantir a segurança da operação.