📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A arrecadação federal bruta subiu 9% em termos reais em julho, totalizando R$ 289,3 bilhões.
- O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a tributação sobre exportação de petróleo foram os principais impulsionadores do resultado.
- Este é o melhor desempenho para um mês de julho desde o início da série histórica, em 1995.
- No acumulado de janeiro a julho, a receita federal já soma R$ 1,8 trilhão, um aumento real de 7%.
A arrecadação de impostos e contribuições federais registrou um aumento significativo de 9% em termos reais no mês de julho de 2026, alcançando R$ 289,3 bilhões. O resultado, divulgado pela Receita Federal, marca o melhor desempenho para o mês desde 1995, impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e pela taxação sobre a exportação de petróleo bruto.
Impulso do IOF e tributação do petróleo
O IOF, que teve suas alíquotas elevadas pela equipe econômica no ano passado para auxiliar no cumprimento das metas fiscais, apresentou um crescimento real de 19% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Paralelamente, o imposto de exportação sobre óleo bruto gerou uma arrecadação de R$ 3 bilhões para os cofres públicos somente em julho.
Essa medida, criada para compensar a desoneração de combustíveis em decorrência de conflitos no Oriente Médio, já contribuiu com R$ 8 bilhões para o governo ao longo do ano de 2026. Os dados foram publicados de forma discreta no site do Fisco, sem a tradicional coletiva de imprensa.
Desempenho geral e meta fiscal
No acumulado de janeiro a julho de 2026, as receitas federais somam R$ 1,8 trilhão, representando um crescimento real de 7%. A tributação sobre a previdência também se destacou em julho, com alta de 5,50%, reflexo do aumento real de 5,30% na massa salarial de junho de 2026 em relação a junho de 2025, conforme apontado pela Receita Federal.
A meta fiscal para este ano prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões. Contudo, o arcabouço fiscal permite uma variação negativa de até 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para fins de cumprimento, indicando que o resultado final pode ser zero. Os próximos meses serão cruciais para a consolidação desses números e para a avaliação do impacto das medidas fiscais adotadas.