Brasil e Índia oficializaram, neste sábado (9 de setembro), em Nova Délhi, o fortalecimento de suas relações bilaterais, com foco na expansão do fluxo comercial e defesa do multilateralismo. A declaração conjunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro indiano Narendra Modi, após a assinatura de atos que visam impulsionar a cooperação entre as nações. O Resumo explica e descomplica para você.
Parceria Econômica Visa Acelerar Comércio Bilateral
Os líderes estabeleceram metas ambiciosas para a economia, buscando expandir o intercâmbio comercial:
– Narendra Modi ressaltou o compromisso de elevar o comércio bilateral para além dos US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos.
– A cooperação em agricultura foi destacada para fortalecer a segurança alimentar de ambos os países.
– Entre os atos assinados por Brasil e Índia, estão uma parceria digital e um memorando de entendimento sobre cooperação no campo de elementos de terras raras e minerais críticos.
O que isso muda na prática: Aprofunda laços econômicos, gerando novas oportunidades de negócios, acesso a tecnologias inovadoras e maior segurança para o suprimento de minerais estratégicos essenciais à indústria brasileira e cadeias de suprimentos globais.
Brasil e Índia Unem Forças por Reforma Multilateral
Além da economia, a agenda de cooperação se estendeu ao cenário político global, com ênfase na governança internacional:
– Lula e Modi vão atuar na defesa do multilateralismo e para implementar mudanças que permitam a reestruturação das Nações Unidas (ONU), fortalecendo a organização.
– Em seu discurso, o presidente Lula da Silva destacou o encontro como uma reunião de “superlativos”, descrevendo a Índia como a “farmácia do mundo” e o Brasil como o “celeiro do mundo”.
– O presidente também enfatizou a identidade de ambos como superpotências digitais e de energia renovável, países megadiversos e polos da indústria cultural, defensores do multilateralismo e da paz.
O que isso muda na prática: Reforça o papel do Brasil e da Índia como vozes importantes no Sul Global, buscando um sistema internacional mais equilibrado e representativo para as potências emergentes, impactando as decisões em fóruns globais de segurança e economia.