Com o Carnaval de 2024 se aproximando, diversos estados brasileiros reforçam o alerta contra a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol, uma substância tóxica que causou 76 casos e 25 óbitos no Brasil em 2023. O Ministério da Saúde, junto às secretarias estaduais, intensifica as fiscalizações e campanhas de conscientização após novas ocorrências confirmadas até 3 de fevereiro de 2024, evidenciando um risco latente à saúde pública. O Resumo explica e descomplica para você.
Metanol: O Perigo nas Bebidas Adulteradas
O metanol é um tipo de álcool industrial, extremamente tóxico para o ser humano. Sua ingestão pode causar cegueira irreversível, falência renal e até a morte.
Consumir bebidas adulteradas é um risco direto à vida e à saúde a longo prazo, pois seus efeitos são devastadores e nem sempre visíveis na própria bebida.
O que isso muda na prática: A conscientização sobre o metanol é crucial para a segurança dos foliões, pois ele não altera visivelmente a bebida, mas seus efeitos são devastadores.
Panorama Nacional: Casos e Óbitos de Intoxicação
O Ministério da Saúde confirmou 76 casos de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas em 2023.
Neste período, houve 25 óbitos confirmados. Outras 29 ocorrências e oito óbitos permanecem sob investigação.
Em 2024, até 3 de fevereiro, sete casos foram confirmados e 13 estão sendo investigados em nível nacional.
O que isso muda na prática: Os dados mostram que o problema é recorrente e sistêmico, exigindo vigilância contínua das autoridades e da população para evitar que novas tragédias aconteçam, especialmente em grandes eventos como o Carnaval.
São Paulo Lidera Casos e Reforça Fiscalização
O estado de São Paulo foi o mais afetado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) atualizou, nesta quarta-feira (11 de fevereiro de 2024), o balanço de ocorrências.
Foram confirmados 52 casos, resultando em 12 mortes. As vítimas eram homens e mulheres de diversas idades (entre 23 e 62 anos) residentes em cidades como São Paulo, São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e Mauá.
Atualmente, quatro mortes permanecem sob investigação em Guariba (paciente de 39 anos), São José dos Campos (31 anos) e dois casos em Cajamar (29 e 38 anos).
O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado coordena ações com as Vigilâncias Sanitárias Municipais, responsáveis pela inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes, incluindo a verificação de origem e procedência dos produtos.
O que isso muda na prática: Ações de fiscalização intensificadas em São Paulo visam proteger o consumidor, mas a população também deve ser corresponsável, verificando a procedência das bebidas para evitar os riscos à saúde.
Outros Estados Atuam em Prevenção e Combate
Pernambuco: A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou oito casos de intoxicação por metanol em outubro e novembro de 2023, com cinco óbitos. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) prevê mais de quinhentas inspeções em bares, camarotes, restaurantes e comércio ambulante durante o Carnaval de 2024.
Bahia: Nove casos de intoxicação por metanol foram confirmados, com três óbitos registrados para residentes em Ribeira do Pombal, Cansanção e Juazeiro. A Secretaria da Saúde (Sesab), em parceria com o Ministério da Saúde, reforçou os estoques do antídoto e incentivou a fiscalização municipal da venda e distribuição de bebidas destiladas.
Paraná: O estado encerrou a Sala de Situação sobre intoxicação por metanol em 24 de novembro de 2023. Foram seis casos confirmados, sendo que três resultaram em mortes.
Mato Grosso: A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) intensificou as ações de vigilância e fiscalização, mesmo sem registro de novos casos confirmados há mais de 30 dias. O estado teve seis ocorrências confirmadas e quatro óbitos entre novembro e dezembro de 2023.
O que isso muda na prática: A atuação coordenada dos estados demonstra a seriedade do problema e a necessidade de medidas preventivas contínuas para garantir a segurança alimentar e de bebidas em todo o país.
Orientações Cruciais para o Consumidor no Carnaval
A Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para os riscos e reforça a importância de adotar cuidados durante o Carnaval. O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) recomenda que bares, empresas e estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos.
Para o consumidor, as recomendações são: adquirir produtos apenas de estabelecimentos regularizados e de fabricantes legalizados, verificando rótulo, lacre de segurança e selo fiscal.
Desconfiar de preços muito abaixo do mercado, que podem indicar produtos adulterados. Evitar o consumo de bebidas de origem desconhecida, misturas prontas vendidas em garrafas PET ou recipientes inadequados. Latas lacradas tendem a ser mais seguras.
O que isso muda na prática: A responsabilidade recai também sobre o consumidor. Seguir essas recomendações básicas pode salvar vidas e evitar sequelas graves, tornando o Carnaval uma festa segura e sem riscos à saúde.