Os Correios iniciaram nesta quinta-feira (12) o primeiro leilão de imóveis próprios, colocando 21 propriedades ociosas à venda em 11 estados brasileiros como parte de um plano de reestruturação financeira. O Resumo explica e descomplica para você.
A Estratégia de Vendas e Seus Objetivos
A venda desses imóveis, classificados como ociosos pela estatal, não deve impactar a prestação de serviços à população, conforme nota da empresa. Esta iniciativa é parte da primeira etapa de um amplo plano de reestruturação financeira dos Correios.
– A expectativa é reduzir custos de manutenção e arrecadar até R$ 1,5 bilhão para investimentos na própria empresa.
Ainda neste primeiro semestre, a empresa prepara a venda de outros bens ociosos em diversos estados, consolidando a estratégia de otimização patrimonial.
Detalhes dos Leilões e Imóveis Ofertados
Os leilões incluem uma variedade de bens, desde terrenos e prédios administrativos até antigos complexos operacionais, galpões, lojas e apartamentos funcionais.
– Os leilões são 100% digitais e abertos a pessoas físicas e jurídicas.
– Serão realizados às 14h do dia 26 de fevereiro, no horário de Brasília.
– Os lances iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, visando atrair diferentes perfis de investidores.
– A modalidade é de lances sucessivos, permitindo a redução do preço caso não haja ofertas iniciais.
– O arrematante terá até 60 dias para efetuar o pagamento do bem.
Para participar, os interessados devem se cadastrar e se habilitar na plataforma da empresa leiloeira Vip Leilões. Informações detalhadas, editais e fotos estão disponíveis nos sites dos Correios e da Vip Leilões, permitindo a busca por tipo, localização, faixa de preço e data.
O Cenário Financeiro por Trás da Reestruturação
A necessidade de reestruturação se fundamenta em um cenário financeiro desafiador. Os Correios identificaram um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, com patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025.
– Em dezembro, a estatal captou R$ 12 bilhões em crédito para financiar ações do plano de estabilização emergencial.
– O plano também prevê o fechamento de mil agências e um Plano de Desligamento Voluntário com expectativa de adesão de até 15 mil empregados, visando à redução de custos operacionais.
Essas medidas visam reverter o quadro de queda nos indicadores de qualidade e liquidez, buscando a sustentabilidade e a eficiência da empresa a longo prazo.