A Justiça dos Estados Unidos determinou que a **One World Services (OWS)** apresente informações detalhadas sobre operações que movimentaram **US$ 531 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões)** do Banco Master (então Banco Máxima) para a plataforma de criptomoedas entre 2018 e 2021. O objetivo é rastrear os recursos e esclarecer sua origem.
Recomendado para você
## Detalhes da cobrança nos EUA
O juiz Scott M. Grossman, da Flórida, autorizou o pedido do liquidante do banco, exigindo 16 tipos de documentos. São solicitados contratos com Daniel Vorcaro e empresas relacionadas, registros de serviços, ativos sob custódia, movimentações financeiras e comunicações. A apuração busca identificar se o dinheiro pertencia ao patrimônio do banco ou a clientes.
## Operações sob investigação no Brasil
No Brasil, a Polícia Federal (PF) já investigava a relação entre OWS e Banco Master. Foram identificadas **331 operações** cambiais, justificadas como aumento de capital de uma offshore da OWS. Apenas 15 atas societárias teriam sido apresentadas, contra as 331 exigidas. Há indícios de enquadramento inadequado das remessas, que poderiam ter reduzido a alíquota do IOF.
Recomendado para você
## Suspeitas de lavagem de dinheiro
A OWS também é investigada pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro para organizações criminosas, como PCC e Hezbollah. A empresa teria usado contas no Banco Master para comprar criptomoedas em nome de condenados. A OWS foi alvo da **Operação Colossus** em 2022, que apura movimentações de até **R$ 60 bilhões**. Dante Felipini, o “Criptoboy”, associado ao caso, foi condenado a 17 anos de prisão.
## Busca por ativos se intensifica
A ordem judicial nos EUA amplia o rastreamento de ativos e a reconstrução de movimentações financeiras ligadas ao Banco Master fora do Brasil. A EFB Regimes Especiais, liquidante do banco, busca bens de Vorcaro e sócios nos Estados Unidos. A investigação foca em determinar como os US$ 531 milhões foram utilizados e a quem pertenciam.
As apurações continuam para esclarecer possíveis irregularidades nos controles e procedimentos de conformidade das operações com a plataforma de criptomoedas.