As bolsas de valores da Europa registraram queda nesta quarta-feira (2), pressionadas pela escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, além dos rendimentos elevados dos títulos soberanos. Investidores seguem atentos aos custos de energia, que mantêm as preocupações com a inflação em alta.
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Fatores de pressão nos mercados
A instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a alta nos juros dos títulos públicos foram os principais catalisadores da baixa. O Bund alemão de dez anos atingiu a maior taxa desde 2011, enquanto o Gilt britânico de mesmo prazo alcançou o maior nível desde 2007, refletindo a cautela dos investidores. A Allianz Research, contudo, avaliou que os mercados de dívida operam normalmente, apesar das preocupações fiscais.
Desempenho das principais bolsas e setores
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,30%, fechando aos 10.756,45 pontos. O DAX de Frankfurt caiu 0,49%, e o CAC 40 de Paris perdeu 0,26%. Todas as principais bolsas europeias encerraram o pregão em território negativo. Setores como o automotivo foram particularmente afetados em Frankfurt, com a Volkswagen caindo 3,1% e a Porsche recuando 1,6%. A Zalando teve uma das maiores perdas, com baixa de 5,2%.
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Preocupações com inflação e energia
Os custos de energia continuam no radar dos investidores, alimentando temores inflacionários. Apesar da resiliência dos fluxos de petróleo e gás, conforme o Julius Baer, os preços do petróleo perderam força ao longo do pregão. No Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham reforçou o compromisso com a responsabilidade fiscal, enquanto incertezas sobre possíveis impostos bancários também influenciaram o mercado.
O cenário de volatilidade persiste, com o mercado monitorando de perto os desdobramentos geopolíticos e a evolução dos indicadores econômicos, especialmente a inflação e as políticas monetárias dos bancos centrais.