A Shein, gigante do fast-fashion, teve uma estreia decepcionante na bolsa de Hong Kong, com suas ações caindo 10%. O resultado reflete a crescente desconfiança dos investidores no modelo de negócios da empresa e os desafios enfrentados pela indústria da moda rápida.
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Desvalorização e dúvidas no mercado
A varejista, que já foi avaliada em US$ 100 bilhões, hoje vale cerca de um quarto desse valor. Investidores questionam a sustentabilidade do modelo da Shein, que prometia 4.700 novos designs diários, mas opera com longas jornadas de trabalho em suas fábricas na China.
Fim de isenções e perda de público
O desempenho também é impactado pelo fim das isenções tarifárias para produtos baratos nos EUA e Europa, elevando custos de importação. A Shein tem perdido participação de mercado, especialmente entre a Geração Z (18 a 34 anos), que impulsionou seu crescimento durante a pandemia.
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Mudança de foco dos investidores
Enquanto isso, o mercado financeiro asiático tem valorizado empresas de inteligência artificial, como a Unitree Robotics e a CXMT, vistas como as “novas forças produtivas de qualidade” da China. Esse cenário contrasta com a Shein, que é percebida como “tecnologia antiga” por alguns analistas.
A empresa enfrenta o desafio de reconquistar a confiança do mercado e dos consumidores em um ambiente cada vez mais atento a práticas de trabalho e sustentabilidade, indicando uma possível redefinição para o futuro do fast-fashion.