A Justiça de São Paulo decretou a falência do Grupo Ricoy, uma das redes de supermercados mais tradicionais do estado. A decisão, que afeta 33 empresas do conglomerado, encerra o processo de recuperação judicial iniciado há menos de um ano.
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Entenda a falência do Grupo Ricoy
A falência foi decretada em 28 de agosto de 2026 pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O grupo acumulava dívidas que ultrapassam os R$ 461 milhões, distribuídas entre credores trabalhistas, sem garantia real e micro e pequenas empresas.
Por que a recuperação judicial falhou
A tentativa de recuperação judicial, iniciada em outubro de 2025, foi frustrada pela rejeição do plano de reestruturação pelos credores em julho de 2026. Além disso, a administradora judicial apontou problemas na documentação financeira, fechamento de lojas e desvio de pagamentos, o que minou a confiança e levou à falência.
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Impacto e histórico da rede
No seu auge, o Grupo Ricoy operou 96 lojas próprias em mais de 70 cidades paulistas, empregando mais de 5 mil pessoas. A rede, que surgiu da fusão de supermercados Riviera e Yokoi, cresceu por aquisições, mas enfrentou custos logísticos e tributários elevados, aumento da concorrência e juros altos, culminando na crise atual.
Com a falência, os ativos do Grupo Ricoy serão arrecadados e vendidos para o pagamento dos credores, conforme a legislação vigente. Este processo marca o fim de uma era para a tradicional rede de supermercados paulista.