O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, esclareceu nesta segunda-feira (31) que o aporte de R$ 6 bilhões da União nos Correios não é um repasse direto, mas uma medida condicionada a contrapartidas da estatal para sua reestruturação. A decisão visa garantir a saúde financeira e a competitividade da empresa.
Recomendado para você
A exigência dos bancos e o objetivo do aporte
A injeção de capital foi uma demanda dos cinco bancos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) que concederam um empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios no fim do ano passado. Segundo Moretti, o valor não é um “Pix”, mas parte de um processo para a “correção de rota” da companhia, que enfrenta um quadro de crise financeira.
Cenário financeiro da estatal
Os Correios registraram um prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma melhora de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025. Contudo, o prejuízo acumulado no primeiro semestre de 2026 atingiu R$ 5,55 bilhões, 30,4% superior ao de 2025. Apesar dos números negativos, o ministro destacou um Ebitda (lucro operacional) melhor que o esperado, indicando um sinal favorável à recuperação.
Recomendado para você
Próximos passos e impacto orçamentário
As medidas de ajuste incluem a regularização de dívidas e a implementação de novos Programas de Demissão Voluntária (PDVs). O aporte é visto como essencial para que os Correios tomem medidas de gestão, voltem a competir no mercado e se tornem uma empresa forte. A inclusão do montante no Orçamento de 2027 dependeu de uma revisão de despesas obrigatórias para se adequar à meta de superávit primário.