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Apenas 44% dos jovens brasileiros têm carteira assinada, com desigualdades persistindo.

Por Daniel Mantovano
26 de agosto de 2026
em Economia
Apenas 44% dos jovens brasileiros têm carteira assinada, com desigualdades persistindo

Desigualdades sociais, regionais e raciais Os jovens das classes A/B correspondem a 43% dos que trabalham em empregos formais, enquanto os das classes D/E são 35%

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📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:

  • Apenas 44% dos jovens brasileiros empregados possuem carteira assinada, aponta pesquisa.
  • Desigualdades regionais, sociais e raciais marcam o acesso ao emprego formal.
  • Falta de experiência e a necessidade de indicações são as maiores barreiras para a inserção.
  • Apesar de buscarem estabilidade inicial, a maioria dos jovens almeja trabalho autônomo no futuro.

O acesso ao mercado de trabalho formal para jovens brasileiros de 16 a 29 anos é permeado por significativas desigualdades, conforme aponta uma nova pesquisa da Fundação Itaú. Apenas 44% dos que estão empregados possuem carteira assinada, refletindo barreiras sociais, regionais e raciais.

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Formalização e informalidade no mercado

Dos 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% têm carteira assinada. Contudo, 15% são assalariados sem registro, 13% atuam como autônomos e freelancers, e 10% dependem de bicos informais, evidenciando a precarização. Atualmente, 20% dos jovens buscam trabalho no país.

Barreiras e a importância de indicações

A falta de experiência, citada por 49% dos entrevistados, e a quantidade de pessoas disputando uma mesma vaga (39%) são as principais dificuldades para conseguir um emprego. Além disso, 96% dos jovens acreditam que conhecer alguém em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda, com 77% afirmando ter conseguido seu emprego atual por essa via.

Desigualdades por classe e região

A formalização é mais frequente entre os jovens das classes A/B (43%) e nas regiões Sul (58%) e Sudeste (55%). Em contraste, 21% dos jovens das classes D/E trabalham sem registro, e a formalização é significativamente menor no Norte (29%) e no Nordeste (20%).

Disparidades raciais e educacionais

Entre jovens brancos, 49% têm emprego formal, contra 41% dos negros. A dependência de bicos informais atinge 12% dos jovens negros, comparado a 5% dos brancos. A escolaridade também é um fator: 34% dos jovens com ensino fundamental dependem de bicos, contra apenas 3% com nível superior.

Planos futuros e prioridades

Apesar de 30% desejarem um emprego formal no presente, a preferência por trabalho autônomo sobe para 42% nos próximos cinco anos, indicando uma busca por flexibilidade após a experiência inicial. O salário é a prioridade para 64%, mas 62% aceitariam ganhar menos por um ambiente de trabalho mais saudável, refletindo a valorização do bem-estar e da saúde mental. A maioria (91%) confia que sua situação financeira estará melhor em cinco anos.

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Tags: BrasilDesigualdadeEconomiaempregoformalJovensMercadoOportunidadesPesquisaTrabalho
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