A lista final de convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, divulgada nesta segunda-feira (18 de maio de 2026) no Rio de Janeiro, causou grande repercussão nacional. A presença do atacante Neymar, que não atuava pela Amarelinha desde outubro de 2023, foi o principal ponto de análise dos comentaristas esportivos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que avaliaram escolhas e omissões do técnico Carlo Ancelotti. O Resumo explica e descomplica para você.
Neymar no Foco: Opiniões Divididas Sobre a Camisa 10
A inclusão de Neymar, atacante do Santos com seis gols e quatro assistências em 15 jogos na temporada, foi o ponto central. Sergio du Bocage, comentarista do núcleo de Esportes da EBC, avaliou que a escolha, embora não surpreenda, revela um grupo com menos protagonistas do que a seleção já teve. Para ele, Neymar, aos 34 anos e com histórico de lesões, pode não estar no patamar exigido por uma Copa, sugerindo que em uma lista de 23 jogadores, ele talvez não fosse convocado por Ancelotti.
Em contraponto, Bruno Mendes e Marcelo Smigol consideraram a convocação do camisa 10 como correta. Mendes destacou o “peso” da camisa 10 e o respeito internacional que Neymar ainda impõe no futebol mundial. Já Smigol defendeu a inclusão para que o técnico Carlo Ancelotti possa utilizá-lo, evitando futuras críticas caso a seleção perca sem a presença do jogador.
Rodrigo Ricardo, por outro lado, classificou a presença de Neymar como uma surpresa, acreditando que fatores comerciais e a pressão de patrocinadores e da opinião pública foram determinantes. Ele argumenta que o desempenho recente no Santos não justifica totalmente a convocação, mas Neymar agregaria experiência e nome ao elenco, sendo o maior artilheiro da seleção masculina com 79 gols em 125 partidas. Rachel Motta complementa, questionando o esquema de Ancelotti, pois Neymar, como atacante, não poderia ocupar a ponta esquerda de Vinícius Júnior.
O que isso muda na prática: A incerteza sobre o real papel e o posicionamento de Neymar na equipe de Carlo Ancelotti pode influenciar diretamente a estratégia tática da Seleção, gerando grande expectativa sobre como o técnico irá integrar a estrela em um esquema que busca o tão sonhado hexacampeonato.
Surpresas e Ausências: Os Nomes que Agitaram o Debate
Além de Neymar, outras escolhas de Carlo Ancelotti e algumas ausências também pautaram a análise dos profissionais da EBC. O goleiro Weverton, do Grêmio, teve sua convocação elogiada por Rachel Motta e Bruno Mendes, que apontaram as falhas de Bento (Al-Nassr, ex-Athletico-PR) e Hugo Souza (Corinthians) em suas últimas atuações como decisivas para a vaga. Mendes chegou a sugerir Weverton como potencial titular, considerando a lesão de Alisson (Liverpool) e a temporada irregular de Ederson (Fenerbahçe).
A inclusão do atacante Rayan, do Bournemouth (Inglaterra) e ex-Vasco, foi vista como uma boa surpresa por Rodrigo Ricardo e Bruno Mendes. Ricardo destacou a excelente primeira temporada de Rayan na Premier League, com cinco gols e duas assistências em 14 partidas, e seu momento ascendente na Europa desde janeiro. Bruno Mendes também elogiou a convocação do zagueiro Léo Pereira, do Flamengo.
A presença do meia Lucas Paquetá, do Flamengo, dividiu os comentaristas da EBC. Houve menções de que o jogador não vinha apresentando um bom desempenho e havia tido uma queda de nível, levantando dúvidas sobre sua inclusão na lista final do técnico Ancelotti.
O que isso muda na prática: Essas escolhas evidenciam a complexidade na montagem de um elenco competitivo, equilibrando o bom momento de alguns atletas com a experiência de outros. As discussões revelam a busca de Ancelotti por soluções que garantam força e consistência, mas também geram questionamentos sobre a justiça das decisões para os torcedores e a imprensa esportiva nacional.