O turismo nas Unidades de Conservação (UCs) federais do Brasil injetou R$ 20,3 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e atraiu um recorde de 28,5 milhões de visitantes, segundo estudo do ICMBio divulgado nesta quinta-feira (8 de maio de 2026). Esse impacto econômico e social significativo ressalta a importância dessas áreas protegidas para o desenvolvimento nacional e a geração de empregos em diversas regiões. O Resumo explica e descomplica para você.
## Turismo em UCs Federais Impulsiona Economia Nacional
– O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas e gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.
– Foram sustentados mais de 332,5 mil postos de trabalho em todo o país.
– As 175 UCs federais abertas à visitação registraram 28,5 milhões de visitas em 2025, um recorde desde o início da série histórica em 2000.
– Os parques nacionais foram o principal motor, com 13,6 milhões de visitas, superando os 12,5 milhões registrados no ano anterior.
– O estudo foi elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e utilizou o modelo internacional Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), reconhecido pela Unesco e pelo Banco Mundial.
O que isso muda na prática: Essa performance demonstra que a conservação ambiental não é apenas um gasto, mas um investimento lucrativo. Para cada R$ 1 investido no ICMBio, são gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária, totalizando quase R$ 3 bilhões em impostos — valor superior ao dobro do orçamento total do órgão gestor. Isso significa mais recursos para o país e para a própria manutenção e expansão dessas áreas protegidas.
## Governo Federal Amplia Áreas Protegidas e Reforça Potencial
– O crescimento da visitação está relacionado à melhoria no monitoramento, investimentos em infraestrutura e serviços, inclusão de novas áreas no sistema e maior valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.
– Desde 2023, o governo federal criou e ampliou 20 unidades de conservação, totalizando mais de 1,7 milhão de hectares, conforme João Paulo Capobianco, Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
– Capobianco enfatizou o papel das UCs não apenas na regulação de ciclos hidrológicos, clima, proteção da biodiversidade e controle do desmatamento, mas também para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil.
O que isso muda na prática: A expansão e o investimento contínuo em Unidades de Conservação refletem um reconhecimento do governo sobre a importância do ecoturismo como vetor de desenvolvimento. Isso significa mais opções de lazer e emprego para a população, além de uma economia mais verde e resiliente para o país, fortalecendo as regiões que abrigam essas riquezas naturais.
## Conheça as UCs Mais Visitadas do Brasil em 2025
– O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), liderou o ranking com mais de 4,9 milhões de visitantes em 2025. O parque abriga o Cristo Redentor e reúne atrações como Pedra da Gávea e trilhas como a Transcarioca.
– Em segundo lugar, o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná (PR), recebeu 2,2 milhões de visitas. É conhecido pelas Cataratas do Iguaçu e ampliou a oferta turística com atividades como cicloturismo e astroturismo.
– O Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará (CE), ficou em terceiro com 1,3 milhão de visitantes. O destino atrai por belezas naturais como a Pedra Furada e por ser referência nacional para esportes como kitesurf.
– Entre outras categorias de unidades de conservação, a liderança ficou com a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, em Santa Catarina (SC), que registrou 9,05 milhões de visitas.
– Pela primeira vez, dados do Monumento Natural do Rio São Francisco, que abrange Bahia (BA) e Sergipe (SE), foram incorporados, contabilizando 1,17 milhão de visitantes.
O que isso muda na prática: A diversidade dos destinos mais visitados demonstra que o turismo de natureza no Brasil vai muito além dos ícones tradicionais, abrangendo desde grandes centros urbanos a áreas de preservação costeira e de sertão. Isso abre novas oportunidades para o desenvolvimento regional e para que mais brasileiros conheçam e valorizem o inestimável patrimônio natural do país.
## Crescimento da Visitação Gera Desafios para a Gestão Sustentável
– O aumento do fluxo de visitantes amplia desafios para o ICMBio, como equilibrar o uso público com a conservação ambiental.
– É crucial ampliar a infraestrutura, fortalecer ações de educação ambiental e aprimorar o monitoramento dos impactos sobre os ecossistemas, garantindo a sustentabilidade a longo prazo.
O que isso muda na prática: Para que esse crescimento seja sustentável, é fundamental que haja planejamento e investimento contínuos por parte do governo e da iniciativa privada. Isso garante que as futuras gerações também possam desfrutar dessas belezas naturais e que os benefícios econômicos sejam duradouros, sem comprometer a integridade e a biodiversidade dos ecossistemas.