Durante a recente missão oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul, o Brasil formalizou importantes Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o país asiático. Com um investimento inicial estimado em R$ 1,104 bilhão, a iniciativa visa produzir nacionalmente medicamentos de alto custo, fortalecendo a autonomia do Sistema Único de Saúde (SUS). O Resumo explica e descomplica para você.
Brasil Investe R$ 1,1 Bilhão para Produzir Remédios Essenciais
O Ministério da Saúde do Brasil anunciou um investimento de até R$ 1,104 bilhão no primeiro ano para a produção nacional de três medicamentos de alto custo, por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmadas com a Coreia do Sul. Esta medida é estratégica para a saúde pública brasileira.
Os medicamentos contemplados por essa parceria são bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte. A iniciativa prevê a transferência de tecnologia e a internalização da fabricação no Brasil, com o objetivo claro de fortalecer a capacidade produtiva nacional e reduzir a vulnerabilidade do SUS.
O que isso muda na prática: Esta parceria não só garante o acesso contínuo a terapias caras para milhares de brasileiros, como também estimula a economia local, gera empregos qualificados e impulsiona o desenvolvimento tecnológico no setor farmacêutico nacional, diminuindo a dependência de importações e a exposição a flutuações do mercado internacional.
Conheça os Medicamentos e Empresas Envolvidas nas PDPs
As Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) detalham os papéis de instituições públicas e empresas privadas, incluindo a sul-coreana Samsung Bioepis Co., Ltda., para cada um dos medicamentos, visando a produção no Brasil.
Para o aflibercepte, medicamento essencial no tratamento da degeneração macular relacionada à idade, a parceria envolve a Fundação Ezequiel Dias (Funed) como instituição pública, e a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda. como parceiras privadas.
No caso do bevacizumabe, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer e em indicações oftalmológicas, a PDP reúne a Fundação Baiana de Pesquisa, Desenvolvimento, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.
Já o eculizumabe, medicamento indicado para o tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), uma doença rara que afeta o sistema sanguíneo, será produzido com a parceria da Bahiafarma, a Bionovis S.A. e a Samsung Bioepis Co., Ltda.
O que isso muda na prática: A diversificação de parceiros e a especialização na produção de cada medicamento asseguram que tratamentos cruciais para condições como câncer, doenças raras e degeneração macular estarão mais acessíveis e com menor risco de desabastecimento no SUS, melhorando diretamente a qualidade de vida dos pacientes.
Ampliação da Soberania em Saúde e Inovação Biomédica
Além das PDPs específicas, a missão presidencial resultou na assinatura de um Memorando de Entendimento em Saúde (MoU) firmado entre o Ministério da Saúde do Brasil e o Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul, pavimentando o caminho para futuras colaborações.
Este MoU estabelece as bases para cooperação em áreas estratégicas como inovação biomédica e farmacêutica, saúde digital e ecossistemas de dados, excelência clínica, terapias avançadas e o fortalecimento da resiliência dos sistemas de saúde e da força de trabalho.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na missão, enfatizou que as parcerias representam transferência de tecnologia, produção local no Brasil, fortalecimento da base industrial nacional e redução de vulnerabilidades do sistema de saúde. Foram firmados seis novos acordos para produção conjunta de tecnologias em saúde, incluindo testes diagnósticos e tratamentos para determinados tipos de câncer e doenças oftalmológicas.
O que isso muda na prática: Este panorama de cooperação transcende a simples produção de medicamentos, posicionando o Brasil como um polo de inovação em saúde na América Latina. Fortalece a capacidade do país de enfrentar desafios futuros no setor, reduzindo vulnerabilidades e promovendo a resiliência do sistema de saúde a longo prazo, com benefícios para a segurança e bem-estar da população.