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Home Economia

Setor produtivo cobra Selic mais baixa e critica corte do Copom

Por Élcio Jardim
30 de abril de 2026
em Economia
Setor produtivo cobra Selic mais baixa e critica corte do Copom

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (22 de maio) a redução da taxa básica de juros, a Selic, de 14,75% para 14,50% ao ano. Contudo, a decisão foi duramente criticada por entidades do setor produtivo e representantes sindicais, que a consideram insuficiente para impulsionar a economia e aliviar o endividamento nacional. O Resumo explica e descomplica para você.

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Indústria: CNI critica corte tímido e risco à competitividade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou o corte da Selic como ‘tímido’. Para a entidade, a taxa de 14,50% ao ano mantém o custo do crédito em patamar elevado, comprometendo severamente investimentos e a competitividade do setor produtivo brasileiro.

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A CNI destacou os seguintes pontos:

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– O custo do capital continua proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial.

– Há uma deterioração financeira crescente de empresas e famílias, com o endividamento batendo recorde mês a mês, fragilizando a saúde econômica.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatizou a necessidade de um ambiente mais favorável para a retomada do crescimento.

O que isso muda na prática: Menos investimentos significam menor capacidade de modernização e expansão da indústria, impactando negativamente a geração de empregos e a capacidade do Brasil de competir no mercado global, com reflexos diretos no bolso do consumidor e do trabalhador.

Comércio: APAS cobra afrouxamento monetário ampliado

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também manifestou descontentamento com a decisão do Banco Central. Segundo a entidade, o BC poderia ter promovido uma redução mais significativa da taxa de juros, que seria mais benéfica para o setor.

O economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, apontou os seguintes impactos:

– O patamar atual da Selic penaliza a atividade econômica, resultando em muitas empresas entrando em recuperação judicial.

– O endividamento das famílias e o custo do serviço da dívida continuam aumentando, sobrecarregando o orçamento doméstico.

– Há um estímulo excessivo ao capital especulativo, em detrimento do investimento no setor produtivo, que gera empregos e riqueza real.

O que isso muda na prática: O comércio, um dos maiores empregadores do país, enfrenta maiores custos de financiamento. Isso pode ser repassado ao consumidor final via preços mais altos ou resultar em menor oferta de empregos e dificuldades para a população manter seu poder de compra, afetando a segurança financeira de milhares de famílias.

Centrais Sindicais: Impacto direto na renda e endividamento

Representantes dos trabalhadores também criticaram o ritmo da queda da Selic, enfatizando o impacto direto da política monetária sobre a renda e o endividamento das famílias brasileiras.

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, destacou que:

– A redução de 0,25% é muito pouco diante do enorme nível de endividamento das famílias.

– A Selic, ao influenciar todo o sistema financeiro, mantém o crédito mais caro, apesar da leve queda, impactando o acesso da população a financiamentos.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente, apontando para:

– Juros em patamar elevado que restringem investimentos e freiam a produção no país.

– Compromisso com a geração de empregos e renda, agravando o endividamento familiar diretamente ligado ao alto custo do crédito.

O que isso muda na prática: O custo elevado do crédito dificulta o acesso a bens e serviços essenciais para o trabalhador, aumenta o risco de inadimplência e compromete a segurança financeira das famílias, reduzindo o poder de compra e a qualidade de vida da população em geral.

Setores pedem aceleração dos cortes para reativar a economia

Apesar de representarem segmentos distintos da economia, indústria, comércio e trabalhadores convergem na avaliação de que o atual patamar da Selic impõe restrições significativas ao crescimento econômico. Há um consenso de que existe espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros, o que beneficiaria o crescimento do país, o crédito e o consumo.

O que isso muda na prática: A pressão unificada desses setores indica uma forte demanda por mudanças na política monetária. Isso pode influenciar as próximas decisões do Banco Central, buscando um equilíbrio que estimule a economia sem desestabilizar a inflação, com potenciais reflexos positivos para investimentos e empregos em breve e um impacto positivo no cenário político e econômico.

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