O Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro reabriu parcialmente nesta quinta-feira (8 de maio de 2026), após quase duas décadas de obras no icônico prédio de Copacabana. Este evento representa um marco vital para a cultura nacional, prometendo revigorar o cenário artístico. O Resumo explica e descomplica para você.
Exposição Inaugural Revela Bastidores da Construção
– Abertura parcial do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro em 8 de maio de 2026. – Local: Edifício na Avenida Atlântica, Copacabana. – Período de obras: Quase duas décadas de duração. – Primeira exposição: “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”. – Conteúdo da mostra: Bastidores da construção do novo museu e sua arquitetura. – Previsão de conclusão total: Primeiro trimestre de 2027. – Larissa Graça, gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho e curadora, explica que a exposição convida o público a conhecer a arquitetura do térreo e mezanino.
O que isso muda na prática: A reabertura parcial do MIS permite aos cariocas e turistas um primeiro contato com a aguardada estrutura, gerando expectativa para sua plena operação e reinserindo o local no circuito cultural da cidade após um longo hiato.
Design Inovador Transforma Calçadão em "Boulevard Vertical"
– Projeto arquitetônico iniciado em 2008. – Promoção: Fundação Roberto Marinho. – Apoio: Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. – Escritório responsável: Diller Scofidio + Renfro (americano). – Características: Integração com a paisagem carioca e diálogo com o calçadão de Burle Marx. – Conceito central: Verticalização da famosa calçada de Copacabana. – Larissa Graça descreve o projeto como “muito democrático”, transformando a escada em um grande mirante da praia.
O que isso muda na prática: O design arrojado do MIS não é apenas estético, mas funcional. Ele cria um novo ponto de contemplação e interação com a orla, tornando o museu uma extensão da experiência urbana de Copacabana e um ícone arquitetônico nacional.
Detalhes da Obra e os Obstáculos Enfrentados
– Exposição “Arquitetura em Cena” ocupa o térreo e mezanino do MIS. – Itens expostos: Maquetes, vídeos, croquis, protótipos e registros da construção. – Destaque técnico: Auditório subterrâneo para 280 lugares, instalado a 10 metros de profundidade, próximo ao mar. – Primeira etapa da obra: Demolição da antiga Boate Help em 2010. – Segunda etapa: Conclusão de fundações e estrutura de concreto em 2014. – Terceira etapa: Instalações e acabamentos, interrompida em 2016 devido à crise fiscal do Estado do Rio de Janeiro, retomando o ritmo nos últimos anos. – Larissa Graça enfatiza que a trajetória da construção do MIS reflete as dificuldades enfrentadas pelo Rio de Janeiro.
O que isso muda na prática: A superação dos desafios técnicos e fiscais para a conclusão do MIS demonstra a resiliência do setor cultural e a importância de investimentos de longo prazo, mesmo em cenários adversos, para o enriquecimento da infraestrutura cultural brasileira.
Parceria Público-Privada e Rico Acervo Cultural
– Financiamento da obra: Recursos públicos e privados. – Parceria principal: Ministério da Cultura, via Lei Rouanet. – Secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, classificou a abertura como marco simbólico para a retomada do espaço. – Acervo do MIS: Mais de 1 milhão de itens, reforçando a brasilidade do museu. – Coleções destacadas: Fotógrafo Augusto Malta, cantora Carmen Miranda e músico Pixinguinha. – Previsão de outras áreas: Restaurante panorâmico, café, loja, áreas educativas, pesquisa e espaços de cinema, entre outros.
O que isso muda na prática: O modelo de financiamento misto garante a sustentabilidade do projeto, enquanto a reabertura do MIS significa que um acervo inestimável da memória brasileira volta a ser acessível ao público, reforçando a identidade cultural e educacional do país.